Estudo dirigido sobre - VEIAS

(tenha à mão o livro Anatomia Facial com Fundamentos de Anatomia Geral, 3ª edição)

Veias não são tão importantes quanto artérias, mas você precisa ter uma visão panorâmica ou uma compreensão geral de seu arranjo para a drenagem da face, aliada a uma noção mais aprofundada da localização e do trajeto de algumas veias específicas. Essa seletividade pode ser chamada de estudo instrumental, que será usado como ferramenta na vida profissional. Não que o resto seja adorno, mas não é prioritário. Desse modo, ficam de fora aqueles vasinhos miúdos e aqueles outros que, embora calibrosos, situam-se distantes de nossa área de atuação.

Para demonstrar seu conhecimento sobre a distribuição anatômica venosa na face, que conflui para os grandes vasos coletores do pescoço, pedimos que faça um desenho do plano geral de arranjo das principais veias da face e do pescoço e indique seus nomes. Extravase sua criatividade, com a maior liberdade. Desenhe como quiser, de frente, de perfil, ambos, esquemático, artístico. É a sua comunicação visual. A correção pode ser feita com figuras de livros e atlas.

Cremos que a veia facial tenha sido uma das primeiras a integrar seu desenho. Ela acompanha a artéria facial de ponta a ponta e seus afluentes acompanham os ramos da artéria. São vasos acompanhantes ou satélites. Para uma artéria labial superior, uma veia labial superior, e assim por diante. As diferenças são aquelas que já sabemos: a veia é mais calibrosa (maior lume), mais superficial e mais retilínea.

Como uma não fica sobre a outra, perguntamos: qual delas é posterior à outra? ?veia facial. Na região submandibular uma pode ser vista sobre a glândula submandibular ao se rebater o músculo platisma e a outra não. Qual delas fica escondida pela glândula? ?artéria facial. Apesar de poder verificar a resposta clicando no símbolo ?, você pode ir conferindo as suas respostas com nova leitura das págs. 200 e 210 do livro.

A extremidade final (proximal) de uma veia desemboca em outra e assim sucessivamente até o átrio direito do coração. É como um rio que recebe afluentes e finalmente desemboca no mar. Nesse caso, a veia facial é afluente (ou confluente) de qual veia? ?jugular interna.

Da mesma forma que a facial, a veia lingual acompanha a artéria lingual para drenar, com seus afluentes, todas as áreas da língua irrigadas pelos ramos da artéria. Da língua e do soalho da boca. É um conjunto vascular. Quando um nervo acompanha a artéria e a veia, o conjunto torna-se vasculonervoso.

Outra veia acompanhante é a auricular posterior, que está sendo mencionada somente porque é uma das duas raízes da veia ?jugular externa. Para chegar à outra raiz, temos que fazer alusão à veia temporal superficial. Você a deve ter desenhado, a partir de suas tributárias (ou raízes ou afluentes) frontal e parietal; assim formada, ela passa entre a ATM e o meato acústico cartilagíneo e recebe, na altura do colo da mandíbula, a veia ?maxilar. Nesse ponto de união, ela se enche do sangue proveniente do plexo pterigóideo, torna-se calibrosa, muda de nome e desce por dentro da glândula parótida acompanhando a artéria carótida externa. Qual é a sua nova denominação? ?veia retromandibular

Interessante é a terminação deste vaso. Enquanto que outras veias simplesmente desembocam em uma maior, a veia em questão divide-se em duas, cada um delas desembocando em vaso diferente. A anterior, que chamamos de ramo anterior, une-se à veia facial para formar um tronco que termina na eia jugular interna.
Qual é o nome desse tronco? ?facial comum. Ele é maior ainda quando as veias lingual e tireóidea superior são adicionadas e passa a se chamar tronco tíreo-línguo-facial.

O ramo posterior une-se à veia auricular posterior e dessa união resulta uma veia longa e superficial...chamada? ?veia jugular externa. O seu percurso é feito sobre qual músculo? ?esternocleidomastóideo. Finalmente ela se junta com a grande veia jugular interna no ponto em que conflui também a veia subclávia. Suas duas últimas respostas podem ser checadas na pág. 209.

A parte profunda da face é drenada por veias acompanhantes dos ramos das artéria maxilar. Há uma veia alveolar inferior ao lado da artéria alveolar inferior, fazendo o trajeto inverso. A artéria infra-orbital é acompanhada pela veia infra-orbital. Em algumas drenagens, há mais que uma veia acompanhante. A grande diferença é que as tributárias venosas não deságuam diretamente em uma veia maxilar que teria a mesma extensão e acompanharia a artéria maxilar. Ao contrário disso, elas formam um plexo disforme em torno dos músculos pterigóideos, composto por muitas ramificações, que preenchem a fossa infratemporal. Como se chama esse plexo? ?plexo pterigóideo.

No final das contas, o plexo se resolve na veia maxilar. Resolver significa desfazer, reduzir, transformar, converter. Portanto, o plexo venoso vai se reduzindo gradualmente, desfaz-se e transforma-se ou converte-se na calibrosa, porém curta veia maxilar, que você deve ter desenhado medialmente ao colo da mandíbula, juntinho com a artéria maxilar.

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