ESTUDO DIRIGIDO SOBRE ANATOMIA DO SISTEMA RESPIRATÓRIO

Este estudo dirigido deve ser feito após as atividades normais de aprendizagem na sala de aula. Aqui você terá nova abordagem do assunto, com chances de recordação e avaliação formativa por meio de vários testes inseridos no texto. Siga-o para completar sua formação em sistema respiratório. Esperamos que você já tenha estudado o assunto, na teoria e na prática, e estará agora acrescentando um algo mais ao seu conhecimento. Preste atenção nos testes de preenchimento de lacuna e outros, que serão encontrados ao longo do texto. Responda ao teste, assim que encontrá-lo, antes de buscar respaldo no livro. Confira depois a resposta, em seguida, no próprio texto.

Estando dentro do laboratório, examine uma vez mais um tórax aberto e identifique o conjunto coração-pulmões e os vasos pulmonares que os prendem entre si. Identifique também a traqueia, proveniente do pescoço, e sua bifurcação em brônquios que se dirigem aos pulmões. Se o pescoço também estiver dissecado, continue a reconhecer a traqueia até a laringe, que fica à frente da faringe, a qual se inicia na cabeça, onde também está o nariz com sua cavidade nasal.
A anatomia do sistema respiratório no indivíduo vivo não pode ser estudada, a não ser com o auxílio de aparelhos médicos, como o laringoscópio que permite observação direta da laringe. A única observação em si próprio ou em outro indivíduo com a boca bem aberta é a da mucosa que reveste a parede posterior da faringe, vista através do istmo da garganta. Por este caminho também se pode respirar, mas isto não é o usual. A cavidade nasal tem uma entrada muito estreita e não permite inspeção a olho nu.
Você deve recorrer, então, às peças anatômicas, devidamente preparadas, ou ainda às figuras 6-10, 6-14 e 9-1 a 9-4 do livro. Mas, a serventia do livro não é apenas para verificar figuras. Requer-se do aluno não apenas leitura, mas estudo do texto. Somente depois de conhecido bem o assunto é que se passa para este estudo dirigido, que tem a função de complementaridade e c onsolidação do estudo.

Começamos pelo nariz, uma pirâmide com base inferior formada por ossos e cartilagens no dorso e na parede lateral, que apresenta duas aberturas ou narinas, por onde passa o ar. A cavidade nasal está constantemente cheia de ar proveniente do exterior, na inspiração, e dos pulmões, na expiração. Para chegar dos pulmões a ela é preciso que haja uma abertura interna – são as coanas, que permitem a continuação da cavidade nasal com a parte nasal da faringe. A cavidade nasal também se comunica com os seios paranasais, que são espaços revestidos por mucosa e permanentemente cheios de ar, no interior dos ossos frontal, esfenoide, etmoide e maxila. Esta comunicação é feita pelos óstios situados nos meatos, que são espaços delimitados pelas três conchas nasais ósseas (inferior, média e superior). Estas se projetam da parede lateral da cavidade nasal, ampliando assim a área mucosa, de que elas são revestidas, da própria cavidade nasal. A maior das três é a concha nasal inferior, formada por um osso homônimo, independente. A média e a superior fazem parte do osso etmoide. Os espaços alongados entre as conchas são os meatos (também inferior, médio e superior), que facilitam a passagem do ar. O meato nasal inferior, o maior deles, localiza-se entre o soalho da cavidade nasal, que é formado pelo palato, e a concha nasal inferior e nele se abre o ducto lacrimonasal, portador de lágrimas.
A cavidade nasal é dividida completamente em duas câmaras por um septo mediano, o septo nasal, formado atrás e acima por ossos (lâmina perpendicular do osso etmoide e osso vômer) e à frente e abaixo pela cartilagem do septo nasal.

Teste (as respostas encontram-se na última página): Bem, você que já estudou este assunto e que agora está reestudando ou recordando, certamente será capaz de responder as seguintes questões.
1. A área do vestíbulo do nariz, logo atrás das narinas é coberta¬ de pelos. Como se chamam e para que servem?
2. De que modo o ar inspirado é aquecido, umedecido e filtrado?
3. Qual é vantagem das conchas nasais aumentarem a área mucosa da cavidade nasal?
4. A sensação do olfato é captada pelas terminações nervosas de que nervo? Por onde alcançam a cavidade nasal e onde terminam?
5. Preencha os espaços ponteados com as palavras corretas:
A cavidade nasal comunica-se com a parte nasal da faringe por meio de duas aberturas chamadas: ?coanas
A cavidade bucal comunica-se com a parte bucal da faringe por meio de uma abertura chamada: ?istmo da garganta A parte nasal da faringe comunica-se com uma abertura da tuba auditiva, pertencente à orelha média, através de um óstio denominado ?óstio faríngeo da tuba auditiva

Estamos tratando das formações anatômicas pelas quais o ar passa durante a respiração, portanto sequencialmente, do nariz ao pulmão. Chega então a vez da faringe, um tubo vertical, alongado, fechado em cima, mas aberto três vezes na frente e uma embaixo para dar continuidade ao trato digestório, do qual também faz parte. As três aberturas anteriores a põem em comunicação, respectivamente de cima para baixo, com a cavidade nasal, cavidade bucal e com a laringe. As porções da faringe que contêm essas comunicações são conhecidas como parte nasal, parte bucal e parte laríngea da faringe.
Sobre a parte nasal da faringe, que já fez parte de suas leituras, são feitas algumas perguntas (e respostas para conferência) mais abaixo, para sua recordação. Duas delas referem-se a acúmulos de tecido linfoide existentes nessa área, como ocorre também na parte bucal. Na sua comunicação com a cavidade bucal, através do istmo da garganta, há um corpo de tecido linfoide, a tonsila palatina, que se dispõe entre os arcos palatoglosso e palatofaríngeo (maiores detalhes nas páginas 168 e 169). A tonsila lingual também faz parte dessa área.
A faringe é musculomembranosa: sua mucosa interna é contínua com as mucosas da laringe e da traqueia; seus músculos são esqueléticos. Três deles (na realidade seis, pois são pares) têm ação constritiva, isto é, apertam ou estreitam. São eles os constritores superior, médio e inferior da faringe, que formam sua parede lateral e posterior, e unem-se com os do lado oposto através de um cordão fibroso que se interpõe e que é a rafe da faringe. Este tipo de ação tem muito mais a ver com a passagem de alimentos do que, propriamente, com a respiração. Os outros dois pares de músculos fazem parte do teste.

Teste (as respostas encontram-se na última página):
6. Como se denomina a massa de tecido linfoide situada na parte nasal da faringe ou, mais propriamente, no teto?
7. Na parede lateral da parte nasal da faringe há, de cada lado, uma abertura que a põe em comunicação com a orelha média e que se denomina ?Óstio faríngeo da tuba auditiva. Em volta dele, delimitando-o, observa-se uma elevação cartilagínea em forma de “C” denominada ?toro tubário. Sobre essa elevação pode ser observada, em crianças de tenra idade, uma pequena massa de tecido linfoide conhecida como ?tonsila tubária
8. Qual é a sua opinião sobre a presença abundante de tecido linfoide na primeira porção tanto do sistema respiratório quanto do digestório? Por que existe aí localizado?
No mesmo local tomam origem algumas fibras do músculo ?levantador do véu palatino, o qual, quando em ação, aumenta a passagem de ar pela tuba auditiva, mecanismo este que permite igualar a pressão da orelha média com a pressão externa, de ambos os lados da membrana do tímpano.
9. Quais são os músculos da faringe não constritores, mas elevadores, que apresentam disposição longitudinal e não circular?

A parte laríngea da faringe fica justamente atrás do ádito da laringe, que corresponde à sua abertura ou entrada. Quem já estudou o sistema digestório sabe que a cartilagem epiglote veda essa entrada quando o indivíduo está deglutindo; por ela deve passar apenas ar.
O fechamento da laringe dá-se pela elevação da laringe ao mesmo tempo em que a cartilagem epiglote é movimentada para trás pela ação da língua e dos músculos aritenóideo oblíquo, ariepiglótico e tireoepiglótico para selar o ádito da laringe. Previne assim a entrada de sólidos e líquidos nas vias respiratórias.
A epiglote tem um aspecto de folha larga de árvore que se estreita gradativamente para se fixar pelo ligamento tireoepiglótico à superfície posterior da proeminência laríngea. A epiglote é uma das três cartilagens ímpares da laringe – há também três cartilagens pares e todas elas são unidas entre si por músculos e ligamentos. Este conjunto é unido à traqueia, abaixo, e ao osso hioide, acima. A cartilagem que se liga ao hioide é a tireóidea, por meio da membrana tíreo-hióidea, reforçada externamente pelo ligamento tíreo-hióideo. Na anatomia de superfície, uma saliência mediana, a proeminência laríngea, conhecida popularmente como pomo-de-adão, aparece com destaque na parte anterior do pescoço, notadamente nos homens. A cartilagem tireóidea apresenta forma de arco, com abertura posterior, tendo nas extremidades ou bordas posteriores duas expansões, uma acima e outra abaixo: são os cornos superior e inferior. O superior liga-se ao corno maior do osso hioide e o corno inferior a uma terceira cartilagem ímpar em forma de aro, a cricóidea, formando a articulação sinovial cricotireóidea. A cartilagem cricóidea tem seu arco, que é a curvatura anterior, mais baixa, e a lâmina, posterior e mais alta. Essas duas maiores cartilagens, a tireóidea e a cricóidea, são unidas pelo ligamento cricotireóideo.
As três cartilagens pares são a aritenóidea, a corniculada e a cuneiforme, sendo as duas últimas muito pequenas. A cartilagem aritenóidea, pequena e de forma piramidal, que constitui com a cricóidea a articulação cricoaritenóidea, possui três projeções que são o processo vocal (inserção do ligamento vocal), processo muscular (inserção dos músculos cricoaritenóideos lateral e posterior) e ápice (articulação com a pequena cartilagem corniculada).
Nada como examinar peças dissecadas ou figuras de atlas para entender melhor a descrição. Examinando por cima uma laringe anatomicamente preparada, vê-se o par de pregas vestibulares, de função protetora, logo abaixo de um espaço denominado vestíbulo da laringe. Durante a deglutição, as pregas vestibulares se fecham (adução) para ajudar a função da epiglote; fecham-se também na tosse e na defecação para que seja aumentada a pressão torácica. Dispõem-se abaixo e paralelamente (anteroposteriormente) às pregas vestibulares um novo par de pregas (antigamente, cordas), as pregas vocais, cuja movimentação de distensão, abdução e adução produz sons por meio da passagem de ar. Uma depressão entre as pregas de cima e as de baixo leva o nome de ventrículo da laringe.
As pregas vocais se prendem na cartilagem tireóidea, à frente, e nas cartilagens aritenóideas, atrás. O espaço existente entre as pregas vocais chama-se glote. Uma pergunta está sendo preparada sobre essas pregas e a produção da voz.

Teste (respostas no final):
10.
Coloque na ordem de importância as cartilagens tireóidea, corniculada, cuneiforme, cricóidea e aritenóidea, de acordo com a sua concepção.
11. Todas as cartilagens da laringe tendem a se calcificar com o passar do tempo?
12. Explique o mecanismo da produção de sons guturais.
13. As pregas vocais do homem são mais longas ou mais curtas? Por quê?
14. Sob que ação muscular a laringe se movimenta no todo (o conjunto) e em partes (entre suas cartilagens).
15. Relacione a coluna numerada da esquerda com a da direita, colocando nos parênteses os números correspondentes

( 1 ) óstio faríngeo da tuba auditiva () adenoide ?5
( 2 ) istmo da garganta ()processo vocal (ligamento vocal) ?6
( 3 ) músculo palatofaríngeo () toro tubário ?1
( 4 ) músculo constritor superior da faringe () ádito da laringe ?7
( 5 ) tonsila faríngea () tonsila palatina ?2
( 6 ) cartilagem aritenoide () elevação da laringe ?3
( 7 ) epiglote () cartilagem tireóide ?4
( 8 ) cavidade nasal () vibrissas ?8

16. Preencha as lacunas abaixo com as letras de A a E, de acordo com o seguinte código:
A – Asserção correta, razão correta, justificando a asserção
B – Asserção correta, razão correta, porém não justificando a asserção
C – Asserção correta, razão incorreta
D – Asserção incorreta, razão correta
E - Asserção e razão incorretas

() A proeminência laríngea é mais acentuada no homem que na mulher porque suas pregas vocais, de disposição anteroposterior, são mais longas. ?A
() A epiglote é formada por cartilagem hialina que tende a se calcificar na segunda década da vida porque as cartilagens tireóidea e cricóidea têm a mesma estrutura e a mesma tendência de calcificação. ?D
17. Duas questões de múltipla escolha. O espaço existente entre as pregas vocais (que pode ser fechado) chama-se:
() vestíbulo da laringe; () ádito da laringe; () ventrículo da laringe; () glote ?quarta
Ajudam a epiglote a vedar o ádito da laringe durante a deglutição: () as membranas tíreo-hióidea e cricotireóidea;
() cartilagens aritenóideas; () pregas vocais; () pregas vestibulares ?quarta
18. Preencha o espaço ponteado com a(s) palavra(s) correta(s):
- A cavidade nasal comunica-se com a parte nasal da faringe por meio de duas aberturas chamadas: ?coanas
- A cavidade bucal comunica-se com a parte bucal da faringe por meio de uma abertura chamada: ?istmo da garganta
- A parte nasal da faringe comunica-se com uma abertura da tuba auditiva, pertencente à orelha média, através de um óstio denominado: ?óstio faríngeo da tuba auditiva
- A união entre a cartilagem tireóidea e o osso hioide é feita pela: ?membrana tíreo-hióidea
- Na união entre a cartilagem tireóidea e a cartilagem cricóidea encontra-se o ligamento: ?cricotireóideo
- As pregas vocais distendem-se e afastam-se para a passagem de ar entre elas, produzindo assim vibrações sonoras. O espaço entre as pregas vocais é chamado ?glote
19. As duas frases abaixo (a, b) estão interrelacionadas: uma constitui a causa (ou a origem, motivo, premissa) e a outra o efeito (ou a consequência, o resultado). Assinale qual delas corresponde à causa e qual delas corresponde ao efeito:
a) A mucosa da cavidade nasal é bastante vascularizada, provida de pelos, recoberta por cílios e com muitas glândulas produtoras de muco na sua submucosa.
Causa Efeito ?causa
b) O ar que passa pela cavidade nasal, em contato com sua extensa área mucosa, é aquecido, umedecido e filtrado.
Causa Efeito ?efeito
a) O ádito da laringe é vedado durante a deglutição.
Causa Efeito ?efeito
b) As pregas vestibulares são aduzidas (se aproximam, se fecham), quando a laringe se eleva em conjunto com a faringe para deglutir alimentos.
Causa Efeito ?causa
a) A constituição cartilagínea do nariz, laringe, traqueia, brônquios permite que suas paredes rígidas não sejam comprimidas, estreitadas, colabadas durante a respiração.
Causa Efeito ?causa
b) A passagem do ar fica normalmente desimpedida ou desobstruída nos órgãos tubulares que levam o ar aos pulmões.
Causa Efeito ?efeito

Continuando a sequência dos órgãos ou o caminho do ar inspirado, cuidamos agora da traqueia, composta de cartilagens traqueais, numa construção sobreposta, e unidas entre si por membranas fibroelásticas, os ligamentos anulares. Cada uma destas cartilagens tem a forma de “C”, sendo que a parte aberta da letra (fechada por musculatura lisa -- músculo traqueal e tecido conjuntivo -- parede membranácea da traqueia) volta-se posteriormente e encosta-se no esôfago. O significado disto será motivo de mais uma pergunta.
A traqueia se inicia no pescoço e termina no tórax, daí sua divisão em parte cervical e parte torácica. Esta última bifurca-se em brônquios principais, na altura de T6. Ajudando a separar os brônquios, um relevo em forma de crista apresenta-se na luz da traqueia, ao nível da última cartilagem traqueal – é a carina da traqueia.
Os brônquios principais encaminham-se para os pulmões direito e esquerdo, os quais adentram pelos seus hilos. O brônquio principal direito é mais calibroso, mais curto e menos inclinado (mais verticalizado). Uma vez invadidos os pulmões, os brônquios principais dividem-se sucessivamente em brônquios lobares (para cada lobo pulmonar) e segmentares (derivados dos lobares, para cada segmento broncopulmonar), que originam os bronquíolos terminais e destes, finalmente, os bronquíolos respiratórios. Estes últimos abrem-se em dúctulos alveolares e estes nos diminutos sáculos de fundo cego e paredes finas nas quais as trocas gasosas com o sangue acontecem (o O2 do ar com o CO2 do sangue).
Os pulmões são dois órgãos torácicos, esponjosos, cônicos quanto à forma geral, presos à traqueia e ao coração. A base apoia-se sobre o diafragma e a extremidade superior afilada ou ápice que alcança o nível da base do pescoço. O coração, parte da traqueia e dos brônquios e o esôfago ficam entre eles, ocupando um espaço conhecido como mediastino. Descreve-se no pulmão uma face costal, porque está em contato com as costelas, e uma face mediastinal, voltada para o mediastino. É nela que se encontra uma abertura denominada hilo do pulmão que é atravessado pelos elementos do pedículo pulmonar: brônquios, vasos sanguíneos e linfáticos e nervos. O pulmão direito, com suas fissuras horizontal e oblíqua, por isso mesmo tem três lobos (superior, médio e inferior). A única fissura do pulmão esquerdo (oblíqua) o divide em lobos superior e inferior. Além disso, internamente os pulmões são divididos em segmentos broncopulmonares, os quais recebem seus brônquios segmentares.
A pleura visceral reveste o pulmão (entrando pelas fissuras e revestindo os lobos) e a pleura parietal reveste a cavidade torácica e entre ambas é formada a cavidade pleural, lembra-se disso? Se está lembrado há de saber o que preenche esta cavidade e para que serve. A pergunta 23 trata disso.

Teste:
20.
Qual é a vantagem das cartilagens traqueais terem a forma de anéis incompletos, como um “C”, com suas extremidades unidas por tecido mole?
21. À medida que os brônquios vão se dividindo e diminuindo de calibre, vão também perdendo sua estrutura cartilagínea; qual é a importância clínica deste fato?
22. O fato dos pulmões serem divididos em segmentos broncopulmonares, cada um com seu brônquio segmentar, tem alguma importância clínica?
23. A cavidade pleural é preenchida pelo quê? Por quê?
24. Faça um resumo do processo respiratório, incluído a respiração pulmonar e a celular e a mecânica da inspiração e da expiração.
25. Preencha as lacunas abaixo com as letras de A a E, de acordo com o seguinte código:
A – Asserção correta, razão correta, justificando a asserção
B – Asserção correta, razão correta, porém não justificando a asserção
C – Asserção correta, razão incorreta
D – Asserção incorreta, razão correta
E - Asserção e razão incorretas

() Durante a inspiração a cavidade torácica aumenta de volume porque o músculo diafragma contrai-se, reduzindo a sua convexidade superior. ?A
() A pleura visceral acompanha o pulmão nos movimentos respiratórios porque a pleura parietal reveste a cavidade torácica. ?B
() Os brônquios segmentares são divisão dos brônquios lobares porque os bronquíolos terminais são divisões dos brônquios segmentares. ?B
() O pulmão esquerdo tem três lobos porque eles são separados pelas fissuras vertical e oblíqua. ?E
() A traqueia permanece sempre aberta, com a passagem de ar desimpedida porque ela é formada por anéis membranáceos, músculos esqueléticos e ligamentos fibrosos.
26. Escolha entre falso e verdadeiro. Se for falso, justifique escrevendo o que é verdadeiro: ?C
- A traqueia é um tubo de aproximadamente 32cm de comprimento.
false verdadeiro ?F (12 cm)
- A mucosa da laringe é contínua com as mucosas da faringe e da traqueia.
false verdadeiro ?V
- A traqueia localiza-se anteriormente ao esôfago.
false verdadeiro ?F (justamente o contrário)
- Os brônquios segmentares dividem-se em brônquios lobares.
false verdadeiro ?V
- O hilo do pulmão é atravessado por vasos sanguíneos e linfáticos, brônquios e nervos.
false verdadeiro ?F (justamente o contrário)
- A pleura que envolve o pulmão chama-se pleura parietal e a que envolve a cavidade torácica é a pleura visceral.
27. Relacione a coluna numerada da esquerda com a da direita, colocando nos parênteses os números correspondentes:

( 1 ) pleura visceral () pedículo pulmonar ?6
( 2 ) segmentos broncopulmonares () carina ?5
( 3 ) cartilagens traqueais () sáculos (contato com capilares) ?4
( 4 ) bronquíolos respiratórios () brônquios segmentares ?2
( 5 ) divisão da traqueia () revestimento do pulmão ?1
( 6 ) hilo do pulmão () ligamentos anulares ?3
( 7 ) pleura parietal () pulmão direito ?8
( 8 ) fissura horizontal () cavidade torácica ?7

28. As duas frases abaixo (a, b) estão interrelacionadas: uma constitui a causa (ou a origem, motivo, premissa) e a outra o efeito (ou a consequência, o resultado). Assinale qual delas corresponde à causa e qual delas corresponde ao efeito:
a) Na respiração celular, a célula incorpora o oxigênio necessário para as suas necessidades metabólicas e libera no sangue dióxido de carbono.
Causa Efeito ?Causa
b) Na respiração pulmonar, o sangue, pobre de oxigênio e carregado de dióxido de carbono, é reoxigenado.
Causa Efeito ?Efeito
a) Núcleos do tronco encefálico respondem à informação sobre o grau de expansão das paredes de brônquios e bronquíolos, inibindo a inspiração e dando início à expiração.
Causa Efeito ?Efeito
b) O grau de expansão das paredes de brônquios e bronquíolos é captado por receptores próprios e levado, como informação, ao SNC pelo nervo vago.
Causa Efeito ?Causa
a) Núcleos troncoencefálicos promovem aumento da frequência e amplitude dos movimentos respiratórios.
Causa Efeito ?Efeito
b) Receptores localizados nos glomos carótico e paraaórtico informam o SNC sobre a elevação da taxa de dióxido de carbono que circula no sangue.
Causa Efeito ?Causa
a) Quando o músculo diafragma se contrai a capacidade da cavidade torácica aumenta.
Causa Efeito ?Causa
b) A inspiração é um processo ativo da ventilação pulmonar.
Causa Efeito ?Efeito

Respostas:
1. Chamam-se vibrissas e servem como filtragem inicial do ar inspirado.
2. É aquecido devido à profusa irrigação sanguínea da mucosa da cavidade nasal, umedecido pela sua camada de muco produzido pelas abundantes glândulas mucosas e filtrado inicialmente pelas vibrissas e principalmente pela umidade do muco, à qual se aderem pó e microorganismos, que formam uma massa constantemente movimentada pelos cílios que recobrem o epitélio respiratório.
3. As conchas nasais formam uma estrutura irregular da parede lateral da cavidade nasal, que aumenta a super¬fície de contato com o ar, permitindo que este seja mais bem aquecido, umedecido e, consequentemente, filtrado.
4. Do nervo olfatório que atravessam a lâmina cribriforme do osso etmoide, no teto da cavidade nasal, constituindo a área olfatória que se estende por uma parte superior do septo nasal.
5. coanas, istmo da garganta, óstio faríngeo da tuba auditiva.
6. Tonsila faríngea.
7. Óstio faríngeo da tuba auditiva, toro tubário, tonsila tubária, levantador do véu palatino.
8. O tecido linfoide é rico em glóbulos brancos de nome linfócitos, que têm poder imunitário e combatem infecções. O mesmo acontece com vasos linfáticos e linfonodos, que também ocorrem fartamente nas mesmas regiões. Como esses sistemas orgânicos constituem porta de entrada de microorganismos vindos do ar, de ferimentos, da poeira, de alimentos estragados, etc., suas porções iniciais são bem dotadas (principalmente nas crianças) de tecido linfoide para debelar e para reduzir a incidência de contaminação/infecção.
9. Músculos estilofaríngeo e palatofaríngeo.
10. tireóidea, cricóidea, aritenóidea, corniculada e cuneiforme. A aritenóidea, apesar de movimentadora das pregas vocais, não é tão importante quanto a cricóidea, que a sustenta e que talvez pudesse substituí-la com algum dispositivo móvel se ela não existisse.
11. A epiglote e as cartilagens corniculadas são constituídas de fibrocartilagem elástica e assim permanecem por toda vida (imagine se a epiglote se tornasse rígida, como se dobraria para fechar o ádito e o vestíbulo da laringe?). Ao contrário, as cartilagens tireóidea, cricóidea e aritenóidea são hialinas e tendem a se calcificar a partir da segunda década da vida.
12. As cartilagens aritenóideas, ao serem movimentadas pela musculatura intrínseca da laringe, alteram o grau de distensão e de afastamento entre as pregas vocais, fazendo com que o ar passe com maior ou menor resistência pelo espaço existente entre elas (glote), produzindo assim vibrações sonoras.
13. No homem, as pregas vocais são mais longas e espessas que na mulher e na criança, o que lhe proporciona uma frequência vibratória mais baixa e um tom de voz mais grave. Pregas vocais mais curtas emitem sons mais agudos. Por serem mais longas e estarem dispostas anteroposteriormente, a proeminência laríngea, atrás da qual se prendem, é mais ressaltada no homem.
14. O conjunto da laringe pode ser movimentado para cima, através dos músculos estilofaríngeo, palatofaríngeo, tíreo-hióideo e os supra-hióideos; e para baixo, pelos demais músculos infra-hióideos. As partes da laringe são movimentadas entre si, principalmente a cartilagem aritenóidea e as pregas vocais, por músculos laríngeos ou intrínsecos da laringe.
15. 5, 6, 1, 7, 2, 3, 4, 8.
16. A, D.
17. quarta, quarta.
18. coanas, istmo da garganta, óstio faríngeo da tuba auditiva, membrana tíreo-hióidea, cricotireóideo, glote.
19. causa, efeito, efeito, causa, causa, efeito.
20. A estrutura da traqueia permite que a passagem do ar permaneça sempre desimpedida e seus anéis incompletos favorecem movimentos de dilatação e de constrição. Por estar em contato com o esôfago posteriormente permite que durante a passagem do bolo alimentar o esôfago se expanda às expensas desta parede posterior distensível da traqueia, muscular e conjuntiva.
21. Paralelamente com a ramificação dos brônquios, a estrutura bronquial vai se alterando, com o desaparecimento paulatino da cartilagem, passando a predominar musculatura lisa em sua parede. Isso tem uma importância clínica muito grande, já que em certas condições, como na asma ou alergia, essa musculatura lisa contrai-se diminuindo, assim, a luz dos brônquios e dificultando dramaticamente a respiração.
22. Esse fato tem grande importância clínica, já que patologias pulmonares geralmente limitam-se a segmentos broncopulmonares específicos, sendo assim possível a remoção cirúrgica destes sem remover o pulmão em sua totalidade.
23. Entre as pleuras visceral e parietal forma-se uma cavidade muito delgada, preenchida por um líquido lubrificante que facilita a movimentação pulmonar durante os movimentos respiratórios.
24. A mecânica ou o processo respiratório pode ser dividido em respiração pulmonar (a troca de gases entre o sangue e os sacos alveolares) e celular (a troca de gases entre as células e o sangue circulante). Para que isso ocorra, entretanto, o ar precisa entrar ritmicamente dentro dos pulmões. Esse processo é denominado de ventilação pulmonar e compreende a inspiração (entrada de ar) e a expiração (saída do ar). Desses dois processos, a inspiração é um processo ativo. Para que ela ocorra, o músculo diafragma contrai-se. Com isso sua convexidade superior se reduz, levando a aumento do volume da cavidade torácica. Esse aumento reduz a pressão atmosférica intrapulmonar, permitindo que o ar externo entre para igualar as pressões. Em casos de inspiração forçada, soma-se a esse movimento “diafragmático” o produzido pela elevação das costelas como consequência da contração dos músculos subcostais e intercostais, assim como dos músculos esternocleidomastóideo e escalenos. Já na expiração ocorre o relaxamento dos músculos envolvidos durante a inspiração, sendo, portanto, um processo passivo. Entretanto, na expiração forçada vários grupos musculares do tórax e da cavidade abdominal devem se contrair para diminuir o volume torácico.
25. A, B, B, E, C.
26. F (12 cm), V, V, F(justamente o contrário), V, F(justamente o contrário).
27. 6, 5, 4, 2, 1, 3, 8, 7.
28. Causa, Efeito, Efeito, Causa, Efeito, Causa, Causa, Efeito.

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