Estudo dirigido sobre O Sistema Esquelético

OSTEOLOGIA: Anatomia do Esqueleto Axial e do Apendicular
Este texto inaugura uma nova série de abordagens de temas que integram o que se pode chamar, no programa de ensino de Anatomia, de conteúdo mínimo indispensável ou de habilidades essenciais para uma aprovação simples nessa disciplina. Escolhemos uma técnica de estudo dirigido, individual (também pode ser grupal), que deve ser exercida com muita reflexão e espírito crítico. Ela desafiará seu talento criador, desenvolvendo, ao mesmo tempo, sua capacidade analítica e de interpretação e integração de ideias. Procure desenvolver este estudo com ossos secos à mão ou esteja ao lado de um esqueleto completo, se for possível. Se não for possível para você realizar a atividade acompanhada de ossos de laboratório, procure analisar figuras de um atlas de Anatomia e realizar a palpabilidade das porções ósseas, que vão sendo mencionadas, em si próprio. Aprende-se com todos os sentidos e o tato é um deles. Mas, se utilizar todos esses recursos somados será o ideal.
Este estudo dirigido deve ser feito após as atividades normais de aprendizagem na sala de aula. Aqui você terá nova abordagem do assunto, com chances de recordação e avaliação formativa por meio de vários testes inseridos no texto.

Além de fazer parte do Apêndice do livro “CRUZ RIZZOLO, R. & MADEIRA, M.C. Anatomia facial com fundamentos de anatomia geral. 5. ed., São Paulo: Sarvier, 2015”, juntamente com sete outros textos, também está à disposição no site www.anatomiafacial.com, com os mesmos oito textos e outros mais.

ESQUELETO APENDICULAR
Membro superior
– Inicie tateando a parte superior da escápula em sentido lateral e detenha-se no acrômio, que é uma saliência óssea no alto do ombro, fácil de ser palpada. Aproveite para perceber sua conexão com a extremidade acromial da clavícula, formando a articulação ?acromioclavicular.

Parêntese. Escreva o nome da articulação sobre a linha. Esta é a primeira pergunta. Outras virão. Responda-as antes de buscar respaldo no livro ou no atlas. O gabarito das respostas encontra-se no final de cada subdivisão deste estudo dirigido.

Movimente o braço para localizar bem essa articulação. Aproveite a movimentação do braço para localizar também a articulação escapuloumeral, o que não é fácil porque ela é recoberta por vários músculos. No esqueleto, pode ser bem examinada a união dos dois ossos – note que a cabeça do úmero é grande, esférica, e a cavidade glenoidal é proporcionalmente pequena e pouco profunda. Acima, no limite superior da cavidade glenoidal existe uma saliência conhecida como tubérculo ?supraglenoidal, que oferece inserção ao tendão longo do músculo bíceps braquial. O tendão curto do mesmo músculo prende-se no processo coracoide, abaixo da clavícula, difícil de ser detectado no vivo, mas bem evidente no osso macerado como uma projeção de ponta romba e curva. Agora vá para o dorso e passe o dedo ao longo de uma elevação longa que se estende lateromedialmente: é a ?espinha da escápula, que divide a face posterior em duas fossas, a supraespinal e a ?infraespinal, preenchidas pelos músculos homônimos. A face posterior tem suas margens palpáveis, principalmente a medial; esta e a lateral convergem em direção inferior e se encontram no ?ângulo inferior da escápula, de localização nada complicada por meio do exame tátil. A espinha da escápula continua-se lateralmente, apresentando uma extensão que fica situada sobre a articulação escapuloumeral (porém separada dela), como se fosse uma proteção superior. Seu nome é acrômio que, como já foi mencionado, articula-se com a extremidade acromial da clavícula, formando a articulação acromioclavicular. A face anterior, limitada pelas margens medial, lateral e superior, é voltada para as costelas e corresponde a uma depressão lisa e rasa – a fossa ?subescapular.
Além da extremidade acromial, a clavícula tem a outra extremidade, chamada ?esternal, porque se articula com o esterno (articulação esternoclavicular, também distinguível à palpação durante movimentos do braço). De uma extremidade à outra, esse osso alongado tem de 12 a 15 cm. No corpo da clavícula encontra-se o tubérculo conoide, no qual se prende o ligamento coracoclavicular. As escápulas e as clavículas correspondem ao cíngulo do membro superior, também conhecido como cintura escapular e que pertence ao esqueleto apendicular.
No sentido distal, o próximo osso do membro superior é o úmero; um osso longo com sua epífise proximal ligada à escápula por meio da ?cabeça do úmero, uma meia esfera que apresenta uma constrição na sua continuação com epífise – o colo anatômico. Anterolateralmente à cabeça do úmero compõem ainda a epífise dois tubérculos, o menor, à frente, e o tubérculo maior, atrás. O músculo deltoide muito desenvolvido dificulta a sondagem pelo tato dos dois tubérculos. Entre eles, uma depressão linear em forma de um sulco largo e mais ou menos profundo, que avança pela diáfise do úmero, não poderia ter outro nome: ?sulco intertubercular. A extremidade distal do sulco perde profundidade, gradativamente, e é continuada por outro acidente anatômico: a tuberosidade ?deltóidea. Verifique agora, que a epífise distal do úmero é larga mediolateralmente, com duas extremidades (sinta-as no tato), o epicôndilo medial, mais desenvolvido e mais pontiagudo, e o ?epicôndilo lateral. A epífise provê a superfície articular na qual se encaixa a incisura ?troclear da ulna. Sua maior extensão é medial, a tróclea, e a outra, lateral, uma superfície esférica denominada ?capítulo. Limitando tróclea e capítulo, é vista posteriormente a fossa do olécrano, profunda, e anteriormente a fossa coronóidea, mais rasa. A todo o momento são citados elementos descritores anatômicos que podem ser percebidos ao toque digital. Mas, como foi dito no início, para conhecer bem isto não é o suficiente. É recomendável acompanhar este estudo dirigido com um esqueleto montado ou com ossos macerados isolados. Atlas anatômicos trazem ilustrações preciosas que facilitam o entendimento e completam o estudo. No antebraço, os dois ossos, rádio (lateral) e ulna (medial), articulam-se por suas epífises proximais, a articulação radiulnar proximal, e a distal, radiulnar distal. Na primeira, é bem evidente a depressão da ulna com a qual a cabeça do rádio se relaciona e nela gira – a incisura ?radial. Pela contiguidade dos ossos nesta articulação, as extremidades proximais se transformam em uma única superfície articular para receber a tróclea e o capítulo do úmero, a fim de formar a articulação do cotovelo. A face articular da ulna estende-se pelo ?olécrano (examine com os dedos), que é uma grande extensão da epífise proximal, formando no total uma superfície côncava, a incisura troclear, que fica em contato com a tróclea, em um perfeito encaixe. A cabeça do rádio, por sua vez, também tem uma superfície côncava, a ?fóvea articular, que se contata com o capítulo. Resulta daí a articulação do cotovelo, constituída pelos três ossos. Uma terceira articulação entre rádio e ulna ocorre entre as diáfises de ambos os ossos: é uma sindesmose, formada por uma membrana que vai de uma margem interóssea a outra. Olhando-se os dois ossos pelo aspecto anterior, vê-se no terço proximal das diáfises duas elevações irregulares que são as ?tuberosidades do rádio e da ulna , nas quais se inserem, respectivamente, os músculos bíceps braquial e braquial. As extremidades das epífises distais, unidas, formam uma superfície articular única, que se toca em ossos do carpo. O lado maior da superfície pertence ao ?rádio, que se articula com os ossos curtos escafoide e metade do semilunar, formando a articulação radiocarpal.
Continuando a sequência de ossos do membro superior, os próximos são em número de oito, todos curtos, articulados entre si e agrupados em duas fileiras de quatro. No conjunto são chamados de ossos carpais. Na primeira fileira, de lateral para medial, estão o ?escafoide, o semilunar, piramidal e ?pisiforme. Articulam-se (articulação mediocarpal) com os ossos da fileira mais distal, que são o ?trapézio o trapezoide, capitato e hamato. Estes se unem às bases dos cinco metacarpais (articulações carpometacarpais). As bases são as extremidades proximais dos metacarpais de I a V. Entre a base e a cabeça de cada um destes ossos longos está o corpo. Articulações metacarpofalângicas permitem a conexão dos metacarpais com os dedos. Do dedo I ao IV, seu esqueleto divide-se em três ?falanges (falanges, ?média e distal). O dedo I – polegar – tem somente a falange proximal e a distal.

Membro inferior – Continuando a análise do esqueleto apendicular, vejamos agora os membros inferiores, que são constituídos pelos ossos da parte livre mais o cíngulo do membro inferior ou cintura pélvica, formada pelos ossos ?do quadril e o ?sacro.
O sacro é composto de cinco vértebras sacrais fusionadas entre si. É a continuação da coluna vertebral, abaixo da última vértebra lombar, com a qual se articula pela sua base. Tem um contorno triangular, com a base, ápice e partes laterais. Em cada uma destas últimas nota-se a face ?auricular, que permanece articulada com o osso do quadril. A conformação achatada ou plana do sacro faz aparecer duas superfícies, a face pélvica, anterior, e a face dorsal, posterior. A seu ápice agrega-se o ?cóccix, representado por quatro (número variável) vértebras coccígeas fusionadas.
O osso do quadril da criança é triplo. São os ossos ?ílio ísquio e ?púbis que afinal acham-se soldados no adulto e o resultado dessa fusão é um osso único, mas que guarda a mesma nomenclatura para designar suas partes. Duas formações anatômicas comuns às três partes são o enorme forame obturado e o ?acetábulo, sendo este uma esfera oca que recebe a também esférica cabeça do fêmur para constituir a articulação do quadril. Na porção mais profunda do acetábulo há uma depressão irregular, a fossa do acetábulo.
O ílio é a maior parte do osso do quadril; é um osso plano, com a face glútea voltada para fora e a ampla e rasa fossa ?ilíaca voltada para o interior da pelve. Sua margem livre é a crista ilíaca, que permite fácil palpação, e cuja porção mais saliente e maior é curva e limitada pelas espinhas ilíacas anterossuperior e posterossuperior. A superfície que se conjuga com o sacro (articulação sacroilíaca) também leva o nome de face auricular (a face auricular do sacro conjuga-se com a face auricular do ílio).
O ísquio tem um corpo e um ramo que ajudam a formar o forame ?obturado. Na intersecção dos dois, uma massa óssea consistente faz proeminência inferiormente – é o túber ?isquiático parte do ísquio que se apoia no assento quando sentamos.
O ramo inferior do ísquio continua-se com o ramo inferior do púbis (que também tem um ramo superior). Os dois juntos apresentam uma superfície medial áspera, que é a ?face sinfisial; uma se aproxima da outra, mas não se conectam porque se interpõe entre elas, no vivo ou no cadáver, uma cartilagem hialina e o conjunto é conhecido por sínfise púbica, facilmente localizável.
O primeiro osso da parte livre do membro inferior é o fêmur. Como todo osso longo, tem uma diáfise, que corresponde ao seu eixo, e duas epífises. Na epífise proximal sobressai a cabeça do fêmur, cuja superfície articular é esférica e lisa, com exceção de sua área mais superior e saliente, que é marcada pela ?fóvea da cabeça do fêmur. Abaixo da cabeça o osso sofre constrição: é um ?colo estreito, porém longo. O eixo cabeça-colo forma um ângulo de 35-40° com o eixo da diáfise. Abaixo do colo, dois processos salientam-se: os trocânteres ?maior e menor e ?tuberosidade, com uma crista intertrocantérica entre eles. A saliência do trocânter maior pode ser acusada pelo tato nas pessoas.
Na parte posterior do corpo do fêmur surgem duas superestruturas lineares: a ?côndilos glútea e a linha áspera. A epífise distal é alargada para acomodar dois grandes ?intercondilar em forma de roda, o medial e o lateral, que se articulam com a tíbia. Vistos por baixo ou por trás, os côndilos mostram grande espaço entre eles: a fossa ?patela. Olhando-se pela frente, a fossa já não é profunda, mas quase plana, em que o osso sesamoide ?lateral se contata com o fêmur – é a face patelar. A patela possui as faces anterior e articular, base e ápice.
Os ossos da perna (tíbia e fíbula) dispõem-se como os ossos do antebraço. Um medial e outro lateralmente com contatos nas epífises (articulação tibiofibular) e unidos também por uma membrana interóssea entre os corpos (diáfises). A tíbia também tem dois côndilos, o ?medial e o ?eminência, estes mais achatados e não convexos como os do fêmur, e conformam a face articular superior. Entre eles há uma elevação, a ?tuberosidade intercondilar, em correspondência com a incisura intercondilar do fêmur. A metade medial da cabeça da fíbula fica abaixo do côndilo lateral, mas em contato articular. A outra metade projeta-se lateralmente e pode ser facilmente tateada. Na frente, logo abaixo dos côndilos, é notória a ?tálus da tíbia, uma forte superestrutura na qual se liga um também forte tendão. As extremidades distais desses dois ossos, ligadas por uma articulação tipo sindesmose, formam uma área côncava para se adaptar ao osso tarsal de nome ?maléolos. Lateral e medialmente, duas proeminências são evidentes: os ?calcâneo medial e lateral, um da tíbia e outro da fíbula, que envolvem parcialmente o tálus.
Vários detalhes anatômicos na região do joelho e do tornozelo são perceptíveis pela palpação. Aproveite para explorar toda a área, fazendo o reconhecimento desses detalhes, ao correr o dedo sobre eles.
O tálus tem a cabeça, que se articula com o navicular, e o corpo, articulado acima com tíbia e fíbula e abaixo com o ?cuboide. Este é o mais volumoso dos ossos do pé; projeta-se para trás para formar a tuberosidade do calcâneo, que se assenta no solo como ponto de apoio posterior para a sustentação e locomoção do corpo. À frente, o calcâneo se liga ao ?cuneiformes, em situação lateral à do navicular. Três ossos menores, à frente do navicular e medialmente ao cuboide completam o tarso: são os ?base medial, intermédio e lateral.
Estes três ossos e mais o cuboide articulam-se com as bases dos cinco metatarsais (de I a V), sendo que o I é mais robusto que os demais. Todos têm corpo e cabeça, esta formando a articulação tarsometatarsal pela sua conexão com a ? de cada falange proximal, que é maior do que a média e a distal. O dedo I, de nome hálux, tem apenas duas falanges. Os outros quatro têm as três.

ESQUELETO AXIAL
Crânio – Constitui o esqueleto da cabeça e pode ser dividido em viscero¬crânio e neurocrânio. O viscerocrânio corresponde à face; é formado por 14 ossos irregulares unidos entre si por suturas (articulações fibrosas), com exceção da ?mandíbula que é móvel e se liga ao crânio por uma articulação sinovial, de amplos movimentos. Além da mandíbula, os demais ossos do viscerocrânio são: duas ?maxilas, dois zigomáticos, dois palatinos, dois ?nasais, duas conchas nasais inferiores, dois lacrimais e um ?vômer. Todos esses ossos se articulam com as maxilas, que vêm a constituir assim a porção mais central e importante do esqueleto facial.
O neurocrânio é formado por oito ossos planos e irregulares rigidamente unidos entre si por meio de suturas. São eles: dois temporais, dois ?parietais, um frontal, um occipital, um ?esfenoide e um etmoide. Arranjam-se de tal forma a constituir a cavidade do crânio, na qual se aloja o encéfalo. A remoção da calvária (calota crania¬na) expõe a cavidade do crânio e deixa ver a base do crânio em seu interior, que também pode ser vista por fora, unida ao viscerocrânio e parcialmente encoberta por ele. A base do crânio é formada por ossos irregulares e caracterizada pela presença de vários forames e canais, por onde trajetam nervos e vasos, os quais podem ser lesados nos traumatismos cranianos, principalmente naqueles acometidos de fraturas.
Examinando o crânio pelo aspecto anterior, veem-se os ossos mandíbula, maxila, zigomático, nasal, lacrimal e ?frontal, que envolvem três cavidades, uma ímpar, que é a cavidade nasal e uma par, que são as ?órbitas. A visão anterior do corpo da mandíbula é completa. Sobressai na área do mento uma saliência chamada protuberância ?mentoniana. Quase todos os dentes, implantados nos maxilares, são visíveis; procure visualizar os incisivos, caninos e pré-molares. Pelo aspecto lateral dá para ver bem os molares. É visível também, por este aspecto, toda a extensão do ?arco zigomático, que vai do zigomático ao temporal, unindo assim o viscerocrânio ao neurocrânio.
Vistos esses elementos todos no crânio seco e/ou no atlas, procure palpá-los em si próprio. Esta anatomia de superfície no indivíduo vivo é um estudo rico porque é real e autêntico, além de ter a conotação de complementaridade.
Assim sendo, depois de tatear a parte anterior do crânio, desloque seus dedos pelo arco zigomático até alcançar a orelha com seu amplo orifício cartilagíneo de entrada, que no crânio é nomeado meato ?acústico externo. Continuando, localize o processo mastóideo do osso temporal, logo atrás do pavilhão da orelha. Identifique também o ramo da mandíbula e o ?ângulo da mandíbula, na junção da borda posterior com a inferior. Finalmente, distinga a cabeça da mandíbula conjugada com a fossa mandibular do temporal, constituindo assim a articulação ?temporomandibular. Com a pressão digital, você poderá sentir sua movimentação, percebendo o deslocamento da cabeça da mandíbula para frente e para baixo. A vista inferior mostra os vários forames e canais da base do crânio e o grande forame ?magno do osso occipital, ladeado pelos dois côndilos occipitais. Na parte anterior é fácil identificar o palato ósseo, formado pelos dois ossos palatinos e as duas maxilas. O aspecto posterior deixa ver uma saliência, que seu tato acusará em si próprio, a protuberância ?occipital externa, onde se insere o músculo trapézio.

Coluna vertebral - As vértebras, de acordo com a localização, são separadas por regiões em sete cervicais, doze torácicas, cinco lombares, cinco sacrais e quatro coccígeas. As 33 vértebras superpostas ao longo do plano mediano perfazem a ?coluna vertebral. As sacrais são fundidas em um osso único, o sacro, e união semelhante acontece com as coccígeas (cóccix). No perfil, a coluna vertebral tem quatro curvaturas alternadas. As vértebras cervicais dispõem-se formando uma curva de convexidade anterior; Já, as torácicas possuem uma curva de concavidade anterior, designada ?cifose, e as lombares descrevem uma curva em posição reversa, isto é, de convexidade anterior, tal como as cervicais, conhecida por ?lordose. Finalmente, as vértebras sacrococcígeas apresentam uma curva de concavidade anterior. Curvaturas laterais da coluna podem ser exageradas, a ponto de gerar uma condição patológica, a escoliose.
As vértebras se assemelham, mas apresentam particularidades segundo a região em que se encontram. Uma vértebra típica consiste de corpo, arco e pedículo, entre os quais está o forame ?vertebral, que sobreposto aos demais forames na coluna vertebral, forma o ?canal vertebral. Entre um pedículo e outro aparece o forame intervertebral, que dá passagem a um nervo espinal. Completam a anatomia da vértebra típica, os processos transversos, um de cada lado, e o processo ?espinhoso que se projeta para trás e que pode ser tateado um a um. Aparecem no dorso das pessoas como se fossem pequenos nós enfileirados na vertical. Das sete vértebras cervicais, as duas primeiras, denominadas atlas e ?áxis, têm uma anatomia própria que difere de todas as outras. Na palpabilidade, a mais fácil de reconhecer é a sétima, devido à grande extensão de seu processo espinhoso. As vértebras torácicas pertencem ao esqueleto do tórax; possuem ?fóveas costais para a articulação com as costelas. As cinco lombares têm como característica seu maior tamanho. O sacro une-se ao osso do quadril pela sua face auricular e, por ser triangular, tem base e ?ápice; sua crista sacral mediana, uma eminência linear mediana que pode ser percebida deslizando-se os dedos verticalmente sobre ela. As coccígeas, geralmente atróficas, não são perfuradas por forames vertebrais.
Tórax – É composto de costelas, vértebras torácicas e esterno que conformam ampla cavidade, a caixa torácica. Doze pares de costelas articulam-se posteriormente com as doze vértebras torácicas e anteriormente com o ?esterno, com exceção dos dois últimos pares (costelas flutuantes). A ligação com o esterno é feita através das ?cartilagens costais. Portanto, o esqueleto do tórax é ósseo e cartilagíneo.
As costelas dividem-se em sete verdadeiras, três falsas, duas flutuantes. Tem forma de arco, com cabeça (que se articula com a vértebra torácica), ?corpo e ângulo e o espaço entre duas costelas adjacentes é chamado intercostal, que no vivente é preenchido por músculos intercostais.
O esterno, osso ímpar, mediano, achatado, apresenta: uma parte superior, o ?manúbrio, que se articula com as clavículas; uma parte intermediária que é o corpo; e inferiormente uma parte cartilagínea que tende a se ossificar com o passar dos anos, o ?processo xifoide. São todos perfeitamente palpáveis.

Caso não tenha conseguido responder bem, leia o livro e faça o teste novamente ou discuta com seu professor ou com um colega.

Passemos agora ao primeiro teste. Se estiver ao computador, vá respondendo em uma folha de anotações e confira sua resposta mais adiante. Se estiver usando folhas impressas, responda diretamente nelas.
Por serem perguntas básicas, responda sem consultar e sem pensar muito. Depois volte ao texto e confira.

- Quais são os ossos do neurocrânio?
- Quais são os ossos do viscerocrânio?
- Quais são os ossos do pé, incluindo os do tarso?
- Quais são os ossos da mão, incluindo os do carpo?

Responda as demais perguntas e confira as respostas mais abaixo.
Relacione a coluna da esquerda com a da direita, colocando nos parênteses as letras correspondentes:

A - acetábulo
B - occipital
C - calcâneo
D - dedo do pé com duas falanges
E - escápula
F - atlas
G - epicôndilo medial

() neurocrânio
() processo coracoide
() úmero
() fêmur
() vértebra cervical
() hálux
() pé

Relacione a coluna numerada da esquerda com a da direita, colocando nos parênteses as letras correspondentes:

A - trocânter maior
B - osso do tarso
C - extremidade acromial
D - falange distal
E - acrômio
F - cinco vértebras unidas (fusionadas)
G - tubérculo maior

() tálus
() escápula
() úmero
() fêmur
() sacro
() dedo
() clavícula

Relacione a coluna numerada da esquerda com a da direita, colocando nos parênteses as letras correspondentes:

A - o úmero
B - o rádio
C - o ulna
D - o carpo
E - o escafoide
F - a epífise proximal do úmero
G - os cinco ossos metacarpais
H - a clavícula

() conjunto de ossos da mão
() possui uma extensão (uma ponta) chamada olécrano
() possui oito ossos
() possui os tubérculos maior e menor
() articula-se com o acrômio e com o esterno
() osso do antebraço localizado lateralmente à ulna
() articula-se com a cavidade glenoide da escápula
() é um osso do carpo

Respostas (pela ordem de sequência): Confira no livro as respostas das quatro primeiras perguntas.
As demais são as seguintes: B, E, G, A, F, D, C -- B, E, G, A, F, D, C -- G, C, D, A, H, B, F, E


Aqui terminamos. Que tal, valeu a pena? Ao conferir as respostas, atribua a você uma nota. Atribua também uma segunda nota relativa ao esforço despendido, à atenção dedicada e ao aproveitamento (conhecimento) obtido. Esperamos que as suas notas sejam dez e dez.
Os dois próximos estudos dirigidos vão tratar dos músculos e das articulações.

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