Estudo digirido sobre Anatomia do Sistema Digestório

ESTUDO DIRIGIDO SOBRE A BOCA
Este texto continua uma série de abordagens de temas que integram o que se pode chamar, no programa de ensino de Anatomia, de conteúdo mínimo indispensável ou de habilidades essenciais para uma aprovação simples nesta disciplina. Encontra-se no link “Saiba mais”, do site www.anatomiafacial.com desenvolvido pelos mesmos autores do livro “CRUZ RIZZOLO, R. & MADEIRA, M.C. Anatomia facial com fundamentos de anatomia geral. 5.ed., São Paulo: Sarvier, 2015”. Este livro reproduz este estudo dirigido no seu Apêndice.
Procure desenvolver o estudo com peças anatômicas, atlas e livro à mão.
Começamos o estudo da boca já sabendo muito sobre ela. A todo o momento a vemos por fora e por dentro, nas pessoas, e em nós mesmos, ao espelho. A Anatomia amplia o conhecimento da boca, língua e glândulas salivares com leituras, verificação de figuras e peças dissecadas e exame bucal de pessoas vivas. Na sequência, você aqui encontrará estudos sobre a faringe, o esôfago, estômago e intestinos. Este estudo dirigido deve ser feito após essas atividades de aprendizagem, seja na escola, seja em casa. Aqui você terá nova abordagem do assunto, com chances de recordação e avaliação formativa por meio de vários testes inseridos no texto. Um segundo estudo dirigido não mais sobre a anatomia, mas sobre o funcionamento do sistema digestório complementa este.

Ao observar a sua própria boca na frente de um espelho ou a boca de outro indivíduo ou ainda as figuras do livro, você inicia a inspeção dando atenção ao aspecto dos lábios e nota que o lábio superior é limitado superiormente pelo nariz, ao qual se une por meio de um sulco raso e largo denominado filtro É separado das bochechas, de ambos os lados, por um sulco profundo e muitas vezes variável em comprimento e profundidade, chamado de sulco nasolabial.
O lábio inferior apresenta como limite externo inferior um sulco que o separa do mento, denominado sulco labiomentoniano, e outro que vai do ângulo da boca à base da mandíbula, o sulco labiomarginal. Estes dois sulcos tornam-se bastante pronunciados nas pessoas da terceira idade.
Quando os lábios estão em contato delimitam a rima da boca, uma linha de união cujas extremidades constituem os ângulos da boca. Normalmente o lábio superior apresenta menor mobilidade que o inferior.

Como nas demais formações limitantes, os lábios apresentam-se estratificados, com várias camadas, entre as quais se encontram vasos e nervos. São cinco as suas camadas, denominadas de fora para dentro:
1. camada cutânea apresentando glândulas sudoríferas e sebáceas;
2. tela subcutânea;
3. camada muscular;
4. camada submucosa com glândulas salivares e vasos sanguíneos;
5. camada mucosa

Quando totalmente fechada, a boca é dividida pelos arcos dentais em duas porções: uma anterolateral, menor, o vestíbulo da boca, e a outra posterior e maior, a cavidade própria da boca, que apresenta uma forma ovalada. A face interna dos lábios está relacionada com os arcos dentais e com o vestíbulo. Ela é revestida por uma mucosa de coloração rósea e aspecto liso brilhante. Tanto ela como a mucosa das bochechas com a qual se une continua-se para cima e também para baixo e forma um sulco superior e outro inferior, ambos com a mesma denominação: fórnice do vestíbulo. Após a mucosa dobrar-se no fórnice, ela passa a recobrir o osso alveolar e recebe o nome de mucosa alveolar. Esta se comunica com uma mucosa bastante especializada, espessa e mais clara chamada de gengiva.

O limite entre estas duas mucosas é perceptível por meio de uma linha sinuosa, a junção mucogengival. Nos indivíduos negros a gengiva pode apresentar-se bastante pigmentada (escura) devido à alta presença da melanina.

No vestíbulo podemos notar uma prega mucosa mediana, o frênulo (freio) do lábio. O frênulo do lábio superior é normalmente mais pronunciado que o inferior. Na parte mucosa dos lábios, principalmente o inferior, podemos notar pequenas elevações das glândulas salivares menores aí encontradas e que podem ser sentidas com a ponta da língua ou com a palpação digital. A camada muscular dos lábios é formada pelo músculo orbicular da boca e por algumas fibras musculares que convergem para as bordas livres dos lábios.

A bochecha forma a parede lateral da cavidade da boca, apresentando as mesmas camadas que encontramos nos lábios. Seu limite externo é extenso e não muito preciso.
Vários elementos anatômicos como o músculo bucinador, o corpo adiposo da bochecha, o ducto parotídeo e alguns músculos da expressão facial (mímicos) podem ser vistos na sua camada subcutânea.
Além dos lábios e bochechas, são formações limitantes da cavidade da boca: o palato, o soalho da boca (onde a língua está sobreposta e parcialmente fixada) e o istmo da garganta, que é a passagem entre a boca e a faringe.

Passemos agora ao primeiro teste. Se estiver ao computador, vá respondendo em uma folha de anotações e confira sua resposta mais adiante. Se estiver usando folhas impressas, responda diretamente nelas.

Examinando ainda o lado de fora, com a boca fechada, você vê:

(V) (F) a linha de união dos lábios chama-se rima da boca;
(V) (F) a extremidade dessa linha leva o nome de filtro;
(V) (F) o lábio superior limita-se com a bochecha por meio do sulco labiobucal;
(V) (F) o frênulo do lábio é um espaço em forma de sulco curvo;
(V) (F) a boca comunica-se com a faringe pelo soalho da boca;
(V) (F) a glândula parótida lança saliva no vestíbulo por meio do ducto parotídeo;
Você deve estar lembrado que o espaço após a frase é para ser preenchido com a(s) palavra(s) certa(s), se a frase for falsa.

Com a boca aberta, examine-a por dentro. Comece pelo vestíbulo, o espaço em forma de sulco entre lábios e bochechas, por fora, e processos alveolares e dentes, por dentro. O soalho da boca pode ser visto quando a língua é acionada para cima e para trás. Nesse caso, você vê aquela sua forma peculiar de ferradura, espremida entre a língua e a mandíbula. O soalho constitui o limite inferior da cavidade própria da boca. É formado exclusivamente por tecidos moles, sendo totalmente recoberto por uma mucosa delgada, vermelha, translúcida e apresentando-se frouxamente fixada aos planos profundos. A mucosa do soalho da boca continua com a mucosa da língua. Quando a ponta da língua é levantada em direção ao palato encontramos uma prega mucosa mediana que atinge em cima a face inferior da língua, o frênulo da língua.
Em alguns casos este frênulo pode se fixar muito alto na face lingual do processo alveolar mandibular, dificultando principalmente a fonação e deve ser corrigido cirurgicamente. Próximo da extremidade anterior de cada frênulo da língua, encontramos a carúncula sublingual, onde se abrem os ductos das glândulas submandibulares. Em direção lateroposterior, e mais ou menos paralela ao corpo da mandíbula, encontramos outra elevação denominada prega sublingual, que é formada devido ao relevo da glândula sublingual e do ducto da glândula submandibular.

Abaixo da mucosa do soalho da boca encontramos os músculos milo-hióideos, de ambos os lados, que formam um diafragma incompleto, permitindo a comunicação entre as regiões sublingual e supra-hióidea. No espaço entre o músculo milo-hióideo e a mucosa podemos divisar vários elementos anatômicos importantes como a glândula sublingual, ducto da glândula submandibular, músculo gênio-hióideo, nervos lingual e hipoglosso e vasos sublinguais. Em razão disso, a mucosa cobre e protege elementos anatômicos que, em hipótese alguma, poderiam ficar descobertos.
O limite superior é o palato. Duro e mole. O palato duro tem um esqueleto ósseo e é revestido por uma mucosa queratinizada, pregueada na frente e lisa atrás. Essa mucosa estende-se ao processo alveolar, constituindo a gengiva maxilar do lado lingual. Ela é bastante espessa e presa ao periósteo.
Na linha mediana e atrás dos dentes incisivos centrais superiores, encontramos a papila incisiva que recebe este nome por sua localização e por estar em cima da fossa incisiva. Partindo lateralmente da papila incisiva encontramos as pregas palatinas transversas (rugas palatinas), que têm por função auxiliar na mastigação ao prender o alimento contra a língua. Estas pregas são características de cada indivíduo, em número e forma.
O palato mole não tem esqueleto ósseo. É formado por músculos que se prendem na margem posterior do palato ósseo, por meio de uma aponeurose. Entre a mucosa e a parte posterior do palato duro encontramos a presença de glândulas salivares menores (glândulas palatinas) que se estendem em direção ao palato mole, localizando-se entre a mucosa e a camada muscular.

O limite entre o palato duro e o palato mole pode ser reconhecido facilmente no indivíduo vivo, devido à diferença de coloração entre ambas as regiões.
O palato mole é formado pelos músculos elevador e tensor do véu palatino, palatoglosso, palatofaríngeo e da úvula.

Em posição de repouso, o palato mole fica caído verticalmente como se fosse uma cortina (vellum = cortina, véu). Daí o nome alternativo, véu palatino. Sua borda livre apresenta extensões: uma mediana, a úvula, e lateralmente esta borda livre divide-se em duas pregas, uma de cada lado, que são os arcos palatoglosso e palatofaríngeo.
O istmo da garganta é a comunicação entre a cavidade da boca com a parte oral da faringe (orofaringe). Acima está delimitado pelo palato mole, abaixo pela raiz da língua e lateralmente pelos arcos palatoglosso e palatofaríngeo. Entre os dois arcos situa-se a fossa tonsilar, onde se localiza a tonsila (amígdala) palatina. Esta tonsila é uma massa de tecido linfoide de tamanho variável e que muitas vezes acaba tendo que ser removida por meio de cirurgia (tonsilectomia).
Esperamos que até aqui você tenha acompanhado o estudo com o auxílio de peças anatômicas e livros, mas é essencial que faça o exame da boca por que, sendo as formações anatômicas vistas na pessoa viva, sua cor, consistência, flexibilidade, tamanho são reais/naturais.

(Parêntese para dois testes) Então, como você já conhece a terminologia das porções do soalho da boca e do palato, vamos apenas recordar os termos, estabelecendo uma relação de proximidade ou de funcionalidade entre eles, conforme propõe o teste a seguir.
Instruções:
Preencha as lacunas abaixo com as letras de A a E, de acordo com o seguinte código:
A – Asserção correta, razão correta, justificando a asserção
B – Asserção correta, razão correta, porém não justificando a asserção
C – Asserção correta, razão incorreta
D – Asserção incorreta, razão correta
E - Asserção e razão incorretas

() A mucosa do palato duro e da gengiva são queratinizadas e presas ao periósteo porque a mucosa do palato mole é delgada e não tem osso subjacente a ela.
() A mucosa que reveste o palato duro não é totalmente lisa porque em a sua porção anterior é rugosa devido à presença das pregas palatinas transversas.
() A glândula parótida excreta saliva no vestíbulo da boca porque o óstio do ducto parotídeo abre-se ao lado do segundo molar superior.
() O istmo da garganta não se comunica com a parte oral da faringe porque entre os arcos palatoglosso e palatofaríngeo encontra-se a fossa tonsilar que abriga a tonsila palatina.
() Uma prega mucosa, mediana, chamada freio labial, liga o lábio superior à gengiva porque não existe um freio labial inferior mediano.

Vamos a mais um teste:
- Com a boca bem aberta, é possível visualizar a parede posterior da bucofaringe? ( ) Sim () Não.
- Através dela há comunicação com a cavidade nasal? ( )Sim () Não.
- Refluxo de líquido na faringe pode alcançar a cavidade nasal? () Sim () Não.
- A faringe tem movimentos peristálticos? () Sim () Não.
- Os músculos da faringe são lisos? () Sim () Não. São esqueléticos? () Sim () Não.
- Na deglutição a língua vai para trás? () Sim () Não. Para frente? () Sim () Não. Ela ajuda a epiglote a fechar a glote? () Sim () Não.

Respostas: (V), (F)ângulo da boca, (F)sulco nasolabial, (F)fórnice do vestíbulo, (F)istmo da garganta, (V), (B), (A), (A), (D), (C), sim, sim, sim, não, não, sim, sim, não, sim.
Caso não tenha conseguido responder bem, leia o livro e faça o teste novamente ou discuta com seu professor ou com um colega.

A língua tem muita mobilidade e variação de forma, porque é constituída por muitos músculos. Eles formam uma massa espessa recoberta por uma mucosa especializada no dorso.
A língua é dividida em dois terços anteriores (dorso, margens, face inferior e ápice) e um terço posterior (raiz da língua), separados por um sulco em forma de V, o sulco terminal.
Este sulco tem seu vértice mediano e voltado para o terço posterior; nele encontramos um forame de profundidade variável, o forame cego.
O terço posterior da língua está voltado para a parte oral da faringe (orofaringe). Sua mucosa não especializada, arroxeada, encontra-se repleta de saliências e reveste diretamente uma massa de tecido linfoide que fica, portanto, entre os músculos e a mucosa e que se denomina tonsila lingual. A mucosa do dorso é chamada de especializada porque possui papilas (que a tornam aveludada), muitas delas providas de calículos gustatórios, que captam a sensação do gosto. Entretanto, isso ocorre apenas nos dois terços anteriores. Assim, espalhadas pelo dorso e bordas marginais da língua temos as papilas linguais, denominadas de papilas circunvaladas, fungiformes e filiformes e folhadas.
As papilas circunvaladas são as mais volumosas de todas, encontram-se enfileiradas à frente do sulco terminal, paralelas a ele.
Cada papila circunvalada está mergulhada na mucosa lingual, apresenta a forma semelhante de um cogumelo, sendo circundada por um valo (daí o seu nome), no qual se abrem os ductos de glândulas linguais serosas cuja secreção mantém limpo este valo para a perfeita ação dos calículos gustatórios, que também estão aí presentes, e que são importantes receptores do gosto.
As papilas fungiformes apresentam-se mais espaçadas na mucosa lingual; são lisas e avermelhadas. Tal como as circunvaladas, apresentam calículos gustatórios e no indivíduo vivo podem ser visualizadas como pontos vermelhos luminosos.

Já, as papilas filiformes são longas e estreitas e estão distribuídas densamente por todo o dorso da língua. São estas papilas que dão um aspecto piloso à língua. Apresentam corpúsculos relacionados ao tato e não apresentam calículos gustatórios como as anteriores.
Ao exame, vê-se que a mucosa do dorso é diferente da mucosa não especializada da parte inferior da língua, a qual é delgada e transparente a ponto de deixar ver vasos subjacentes. Ao inspecionar esta parte, note a prega franjada, com suas bordas onduladas e irregulares. Ainda nesta face encontramos na linha mediana uma prega mucosa, o freio lingual. Devido à translucidez da mucosa que recobre a face inferior da língua podemos notar alguns vasos sanguíneos, principalmente a veia lingual.

A língua está constituída por músculos extrínsecos e intrínsecos. Os músculos extrínsecos a prendem à mandíbula, ao osso hioide, ao processo estiloide e ao palato e quando estes músculos se contraem movimentam a língua em todas as direções. Os músculos intrínsecos, por sua vez, estão contidos inteiramente na língua, com origem e inserção dentro dela e são responsáveis pela alteração de sua forma. A mucosa da língua se adere fortemente a toda sua massa muscular de forma contínua.
A raiz da língua limita-se com a epiglote por meio de pregas, a prega glossoepiglótica mediana, e as duas laterais. Entre a prega mediana e as laterais encontramos uma depressão chamada valécula glossoepiglótica.
É óbvio que no interior da língua corram vasos e nervos, mas não é tão óbvio que lá existam glândulas salivares. E existem. Um acúmulo de pequenas glândulas mucosas, próximo ao ápice, chamado: glândula lingual anterior e outro na transição entre os dois terços anteriores e o posterior, de nome glândulas linguais. A cavidade oral é mantida umedecida devido à saliva produzida e lançada nesta cavidade pelas glândulas salivares. Várias outras funções são atribuídas à saliva como será visto mais adiante.

Como estamos nos referindo às glândulas salivares existentes na língua e como já mencionamos, mais atrás, as glândulas palatinas, ficam faltando apenas as glândulas labiais e as da bochecha para completar o total de grupos de glândulas salivares menores anexas à boca, denominadas segundo a sua localização topográfica. Elas providenciam uma saliva mucosa que, por meio de seus ductos excretores pequenos, invade a boca a partir de locais diferentes.
A maior quantidade de saliva, no entanto, é secretada pelas glândulas salivares maiores e que são, por ordem de tamanho: a parótida, que pesa uns 25 g, é bem maior que as duas outras juntas, a submandibular, e a sublingual.
Quanto à secreção, a parótida é serosa e as outras são mistas, sendo a submandibular predominantemente serosa e a sublingual predominantemente mucosa.

A glândula parótida situa-se por trás da borda posterior do ramo da mandíbula e adiante do músculo esternocleidomastóideo. Acima mantém relações de proximidade com a articulação temporomandibular e o meato acústico cartilagíneo e abaixo se estende até o nível do ângulo da mandíbula. Esta glândula é formada por uma parte superficial e outra profunda, sendo unidas por um istmo. Devido à sua forma, ambas as partes da glândula abraçam as faces medial e lateral do ramo da mandíbula, onde estão inseridos os músculos pterigóideo medial e masseter, respectivamente. Anteriormente, a parte superficial, maior que a profunda, estende-se por sobre grande parte do músculo masseter normalmente apresentando uma extensão anterior localizada abaixo do arco zigomático. Esta extensão anterior, por vezes destacada da glândula, recebe o nome de glândula parótida acessória.
A parte profunda da glândula é menor e localiza-se entre o músculo pterigóideo medial e os músculos que se relacionam com o processo estiloide (estilo-hióideo, estiloglosso e estilofaríngeo). No istmo encontramos o nervo facial perfurando-o horizontalmente e a veia retromandibular verticalmente. No lobo profundo temos a artéria carótida externa atravessando verticalmente a glândula.
O nervo facial (VII par craniano) ramifica-se entre as duas partes e seus ramos emergem pelas bordas da glândula parótida. Entretanto, a glândula parótida é inervada pelo nervo glossofaríngeo (IX par craniano).
A glândula parótida está completamente envolvida por uma extensão da fáscia cervical chamada de fáscia parotídea. Esta fáscia se prende ao arco zigomático, ao processo estiloide e se fusiona com a fáscia massetérica e a fáscia do esternocleidomastóideo.

O ducto parotídeo emerge da borda anterior da glândula, cruza paralelamente o músculo masseter em direção à sua borda anterior e, após contorná-la, passa ao lado do corpo adiposo da bochecha, atravessa a superfície externa do músculo bucinador e abre-se no vestíbulo da boca, próximo ao segundo molar superior, onde há uma saliência denominada papila parotídea.
A glândula submandibular apresenta uma forma ovoide ou de um corpo alongado, tendo um tamanho que corresponde à metade da parótida. Está localizada no compartimento ou triângulo submandibular formado em parte pela fáscia cervical, sendo que esta fáscia está frouxamente aderida à glândula. A superfície da glândula não é lisa, visto que é composta por um número variável de pequenos lóbulos unidos entre si por tecido conjuntivo.
A glândula submandibular pode ser dividida em duas porções: uma superficial, maior, arredondada e contínua com outra menor, que forma a porção profunda. Parte da porção superficial da glândula relaciona-se com a face medial do corpo da mandíbula, na fóvea submandibular, ficando desta forma oculta acima pela mandíbula. Já a parte visível da glândula é coberta pelo músculo platisma e pela pele. O ducto da glândula submandibular abre-se ao lado do freio da língua, na carúncula sublingual. A glândula recebe inervação do nervo facial (VII par craniano).
A porção medial da glândula relaciona-se com os músculos milo-hióideo e hioglosso, que formam entre si um espaço ou interstício pelo qual se tem acesso à região sublingual. É justamente por este espaço que passam o prolongamento profundo da glândula e o ducto submandibular.
A glândula sublingual fica em contato com a fóvea sublingual, depressão óssea localizada na face interna da mandíbula. Está localizada no soalho da boca e apresenta uma forma alongada e achatada. Na porção anterior e interna da mandíbula as duas glândulas entram em contato uma com a outra, por suas extremidades anteriores.
Repousa sobre o músculo milo-hióideo e sua presença provoca uma saliência na mucosa do soalho da boca, a prega sublingual. Relaciona-se no compartimento sublingual com o ducto da glândula submandibular, nervo lingual e músculo genioglosso. Não apresenta ducto excretor único, mas sim aproximadamente uma dúzia de ductos sublinguais menores, que se abrem separadamente na prega sublingual. Algumas vezes podemos encontrar um ducto maior, chamado ducto sublingual maior, que se une ao ducto submandibular ou se abre na carúncula sublingual juntamente com o submandibular.
A glândula sublingual recebe inervação do nervo facial (VII par craniano).

(Parêntese para mais dois testes)
Os quatro grupos de glândulas salivares menores, denominadas segundo sua localização, são os seguintes: ?glândula lingual anterior,
?glândulas linguais, ?labiais e ?da bochecha.
A parótida tem um polo superior que envolve o ?meato acústico cartilagíneo e um polo inferior que fica próximo ao ?ângulo da mandíbula. O seu lobo ?lateral é grande e se relaciona com o músculo masseter. Dele sai o ducto ?parotídeo, que cruza o mesmo músculo, e na bochecha perfura o músculo ?bucinador, para desembocar no vestíbulo nas imediações do segundo molar superior. O lobo ?medial é menor, mas às vezes, surpreendentemente grande a ponto de cobrir parte do ramo da mandíbula.
Interessante peculiaridade da parótida é a sua penetração pelo nervo ?facial, pela artéria ?carótida externa e pela veia ?retromandibular. A massa glandular contém, portanto, parte do trajeto desses três elementos.
A glândula da região submandibular é recoberta pelo músculo ?platisma. Tem um feitio mais oval que redondo, quando vista superficialmente, mas uma sua extensão insinua-se no interstício formado pelos músculos hioglosso e milo-hióideo, para alcançar a região ?sublingual. Essa extensão é conhecida como prolongamento profundo. Junto com ela, parte o ducto ?da glândula submandibular, que tangencia a glândula sublingual e termina no soalho da boca por meio de um óstio localizado na ?carúncula sublingual.
A glândula sublingual, espremida entre a fóvea sublingual da mandíbula e os tecidos moles da região sublingual, fica com um aspecto achatado e ao mesmo tempo ?alongado anteroposteriormente. Ela lembra o conjunto das glândulas palatinas, que é uma massa glandular compacta. Lembra porque também é formada por várias pequenas glândulas, muitas delas com seus ductos próprios.

Preencha as lacunas abaixo com as letras de A a E, de acordo com o seguinte código:
A – Asserção correta, razão correta, justificando a asserção
B – Asserção correta, razão correta, porém não justificando a asserção
C – Asserção correta, razão incorreta
D – Asserção incorreta, razão correta
E - Asserção e razão incorretas


() As papilas fungiformes, circunvaladas e folhadas detectam a sensação do gosto porque elas possuem calículos gustatórios.
() As papilas filiformes não possuem calículos gustatórios porque elas são as mais abundantes de todas.
() A tonsila lingual situa-se no terço posterior da língua porque a prega franjada está situada na face inferior.
() As glândulas linguais têm ligação com as papilas circunvaladas porque seus ductos abrem-se nos valos dessas papilas.
() O ducto parotídeo é espesso e robusto porque ele atravessa o músculo bucinador.
() A glândula sublingual possui um só ducto porque ela é formada por um conglomerado de pequenas glândulas.
Respostas: (A), (B), (B), (A), (B), (D).

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