Estudo dirigido sobre - NERVO TRIGÊMEO (1)

(tenha à mão o livro Anatomia Facial com Fundamentos de Anatomia Geral, 3 ª edição)

Nos testes a seguir, escolha entre falsa e verdadeira; se a frase for falsa escreva no espaço em branco a palavra que tornará a frase verdadeira. Por exemplo, se o nervo maxilar não for sensitivo você escreve misto, motor, o que seja, mas vá escrevendo porque senão você encontra a resposta logo em seguida e aí perde a graça. Quando a resposta não está no próprio texto, passe o cursor sobre o sinal de interrogação (?).

Comecemos pelo nervo maxilar, que é: sensitivo (V) (F) (1), deixa o crânio pelo forame: oval (V) (F) (2) , atinge o alto da fossa: pterigopalatina (V) (F) (3) e antes de transpor a: fissura orbital superior (V) (F) (4) envia ramos para: o palato (V) (F) e para os dentes molares superiores (5).

Antes de ir à frente vamos recuar um pouco para tomar impulso e para dar as respostas das cinco perguntas anteriores. O nervo maxilar, segundo ramo ligado ao gânglio trigeminal, é essencialmente sensitivo (resposta 1), não inerva músculos, e seu curto trajeto fora do crânio [de onde saiu pelo forame redondo (resposta 2) é restrito à parte alta da fossa pterigopalatina (resposta 3). É desse ponto que se destacam os ramos que irão captar a sensibilidade do palato duro e mole, dos dentes molares superiores (resposta 5) e seus tecidos de suporte e também na cavidade nasal, etc.

Por ser um nervo sensitivo, mais correto seria, do ponto de vista funcional, descrever trajetos centrípetos (da periferia para o centro) do maxilar e seus ramos; entretanto, neste estudo vamos seguir trajetos do ponto de vista anatômico (aparente), ou seja, centrífugos (do centro para a periferia).

Após cruzar a fissura orbital inferior (resposta 4), muda de nome para infra-orbital, de acordo com a nova localização. Seguindo reto, no soalho da órbita, ele vai sair na superfície da face, fora do crânio.
Perguntas: No soalho da órbita o nervo infra-orbital fica em contato com o conteúdo da órbita? Ele chega na face por qual forame? Ao chegar no meio dos tecidos moles da superfície da face ele se ramifica? Para inervar o que? Antes de chegar na superfície da face ele dá outros ramos? Quais? Respostas (escreva e confira no texto abaixo)


Pois bem, a maior parte do trajeto do infra-orbital é feita dentro do canal infra-orbital, portanto o nervo fica separado do conteúdo da órbita (resposta). Ele deixa de ser intra-ósseo quando emerge pelo forame infra-orbital (resposta) e, a partir daí, envia seus ramos terminais (resposta) para a gengiva vestibular de incisivo a premolar, o lábio mais próximo, a pálpebra mais próxima e a asa do nariz (resposta). Os nervos alveolares superiores médio e anteriores são ramos colaterais intra-ósseos (resposta). Se são intra-ósseos é porque são liberados ainda dentro do canal infra-orbital. Para seus ramos (preencha os espaços; respostas fora de ordem no próximo parágrafo) chegarem até o ápice das raízes, e para seus ramos inervarem osso alveolar, papila interdental e periodonto, têm, obrigatoriamente, que se manter intra-ósseos. O espaço é pequeno; são canalículos da maxila, na parede ântero-lateral do . Os nervos também são minúsculos, mas são acompanhados de vasos. Os ramúsculos todos formam pequenos feixes vasculonervosos. Às vezes, os canalículos não são suficientes para esse conteúdo, a ponto de perderem por reabsorção uma de suas paredes, geralmente a interna. É a chamada óssea, que expõe e coloca em risco vasos e nervos no interior do seio maxilar. Eles só não ficam a descoberto porque o mucoperiósteo (o endósteo mais a membrana sinusal) os reveste. De qualquer maneira, ficam mais sujeitos a lesões devido a inflamações sinusais ou devido a ação direta de instrumental cirúrgico.

Os nervos alveolares, com seus ramos dentais (resposta) e peridentais (resposta), são, como se pode depreender, bastante superficiais do lado de fora do seio maxilar (resposta). O osso é fininho, fininho e, às vezes, até com deiscência (resposta). E todo perfurado por pequenos forames vasculares; assim nomeados porque são geralmente transpostos por pequenas veias. É por essa razão que uma anestesia aplicada sobre ele, abaixo da mucosa (entre a mucosa e o periósteo), o atravessa. O líquido anestesia a mucosa, o periósteo e, como ultrapassa a barreira cortical óssea, passa para dentro da substância esponjosa e difunde-se, anestesiando os pequenos nervos.

Pergunta: A substância óssea esponjosa do processo alveolar maxilar de incisivo a premolar, entre as lâminas corticais, é abundante ou escassa? Resposta Você está esperando a resposta mastigada? Dessa vez não vai ter! Obtenha-a no subcapítulo “Topografia dentoalveolar”, e considere os níveis cervical, médio e apical de cada alvéolo. Naturalmente, é no apical que ela é um pouco mais abundante.

Tudo que foi descrito em relação à distribuição intra-óssea dos ramos dos nervos alveolares superiores anteriores (para incisivos e ) e médio (para premolares e ), serve como descrição dos ramos dos nervos alveolares superiores posteriores (para e seus tecidos de suporte). As diferenças residem no trajeto extra-ósseo. Primeira diferença: são ramos do nervo mandibular (V) (F) . Segunda: transpõem a parede posterior do seio maxilar, correspondente à tuberosidade da maxila (V) (F), pelos forames alveolares . Terceira: um ramo desprende-se antes da transposição e permanece extra-ósseo (V) (F). Esse ramo (ramo vestibular) inerva a gengiva vestibular da região molar.

Os ramos dos nervos alveolares superiores formam um plexo sobre os ápices dos dentes. É desse plexo que partem os raminhos para os dentes, mas se pode dizer que os que vão para os incisivos e o canino (resposta) são provenientes dos anteriores; dos premolares e raiz mesiovestibular do primeiro molar (resposta), são do médio; e dos molares (resposta), incluindo a raiz mesiovestibular do primeiro que tem dupla inervação, são dos posteriores. Outras respostas: (F) nervo maxilar (e não do mandibular), (V), (F) ramo gengival.

Pergunta : o nervo alveolar superior médio é constante, está sempre presente? Resposta: vá procurar no livro !

Para anestesiar os alveolares superiores posteriores, pode-se fazer a puntura, com a agulha, diretamente na mucosa alveolar, sobre o osso (é a chamada anestesia terminal infiltrativa). Funciona. Mas pode-se também bloquear os nervos antes de sua entrada no osso ( anestesia troncular ou de bloqueio).

Penúltima pergunta sobre este assunto: se a anestesia terminal infiltrativa não traz complicações, é fácil de fazer e funciona bem, porque, em alguns casos o dentista opta por aplicar uma troncular?

Escreva sua resposta e confira no livro, no subcapítulo "Anatomia e anestesia"


Última: se é possível fazer esse bloqueio (nos forames alveolares da tuberosidade), é possível também bloquear os nervos alveolares superiores anteriores e médio? De que jeito?
Escreva sua resposta e confira no livro, no subcapítulo "Anatomia e anestesia"


Agora vamos ao nervo maxilar. Ele emite ramos que passam pelo gânglio pterigopalatino (como não são autônomos, não fazem sinapse com células do gânglio) e descem pela fossa pterigopalatina, que é estreita, alta e termina nos forames palatinos. Esses ramos geralmente se reúnem em um nervo único, que nós estamos chamando de palatino. Ao se aproximar do final do trajeto na fossa, divide-se em nervo palatino maior e nervos palatinos menores, estes para a mucosa do palato mole.

O nervo palatino maior chega ao palato após passar pelo forame palatino maior (V) (F) ?Certo. Logo, divide-se em, pelo menos, dois ramos, os quais correm para a frente, nos sulcos que ficam entre as espinhas palatinas denominados ?sulcos palatinos e no meio de duas camadas, o periósteo e a mucosa do palato duro.

Grande ramificação é formada, para inervar toda a porção do palato duro, do canino para trás. Essa ramificação envolve a gengiva lingual dos dentes posteriores. A gengiva lingual dos dentes anteriores é inervada pelo n. nasopalatino (V) (F) ?correto que aí se encontra porque chegou após transpor o forame incisivo (V) (F) ?certo.

De acordo com o que foi explicado, se alguém quiser obter anestesia de todo o palato duro, precisa bloquear os nervos que saem de ambos os forames, de ambos os lados, certo? Certo. Se desejar apenas a insensibilidade da gengiva lingual de molares do lado esquerdo, deve anestesiar o nervo palatino maior esquerdo, certo? Certo. E assim por diante.

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