ESTUDO DIRIGIDO SOBRE FUNÇÕES DAS VÍSCERAS DO SISTEMA DIGESTÓRIO

Boca em repouso

Quando em repouso, a boca é uma cavidade fechada, isto é, permanece com as suas aberturas anterior e posterior seladas pelos lábios, à frente, e pelo palato mole ou véu palatino, atrás. Este desce verticalmente sobre a porção posterior do dorso da língua como se fosse uma cortina (L. vellum, véu, cortina), fechando a cavidade da boca e separando-a da faringe.
Nos indivíduos que respiram pela boca, as aberturas anterior e posterior nunca estão cerradas e o ar passa por elas, provocando má posição dos dentes anteriores e espaços entre eles, elevação e estreitamento do palato (palato ogival) e ressecamento da mucosa da boca.
Ainda em posição de repouso, a ampla cavidade da boca é quase que totalmente preenchida pela língua e dentes. O ápice da língua fica em contato com a porção do palato atrás dos incisivos, as suas margens apóiam-se na face lingual dos dentes e a face inferior na mucosa do soalho da boca. As bochechas e os lábios reduzem qualquer espaço devido ao contato com os dentes anteriores e posteriores e, desta forma, o vestíbulo se anula pela redução do seu espaço.
Neste estado habitual de repouso, os músculos mandibulares estão em contração mínima, contraídos apenas o suficiente para manter a postura da mandíbula, evitando assim que ela caia pela ação da gravidade (mecanismo reflexo proprioceptivo). A cabeça da mandíbula, também chamada côndilo, encontra-se alojada na fossa mandibular sem, entretanto, fazer pressão contra ela. Na realidade, ocupa uma posição anterosuperior em relação ao centro da fossa mandibular. Esta relação central é uma posição óssea (craniomandibular), independente de dentes, que corresponde à retrusão não forçada da mandíbula. Os lábios estão em leve contato, os dentes superiores e inferiores não se tocam e o espaço entre eles é chamado espaço funcional livre ou interoclusal.
É claro que certos fatores podem interferir com a constância dessa posição; por exemplo, a dor, o estresse físico e emocional e a postura da cabeça. A inclinação da cabeça para trás, faz aumentar o espaço funcional livre e a inclinação para frente faz diminuir ou mesmo eliminar completamente esse espaço.

Dinâmica da boca
A passagem daquele estado estático, de descanso, para estados dinâmicos pode se restringir a pequenas contrações de músculos labiais, mas pode chegar a grandes movimentações da mandíbula. Quando esta se movimenta, todas as formações anatômicas da boca acompanham o movimento. Neste caso, todos os músculos revelam seu dinamismo, principalmente os músculos da mastigação, os quais geram os movimentos mandibulares, cujo fulcro é a articulação temporomandibular.
Articulação temporomandibular (ATM) - É a articulação entre os lados esquerdo e direito da mandíbula e os dois ossos temporais. Como única articulação sinovial da cabeça, possui todos os elementos constituintes de uma articulação dessa natureza, com exceção de ligamentos intracapsulares. Porém, diferente das demais, ela não é apenas uma articulação que movimenta ossos; é caracterizada também pela sua relação de interdependência com a oclusão dos dentes, o que a torna peculiar e funcio¬nalmente complexa. Pelo exposto, como existe interdependência entre as articulações dos dentes e dos ossos, para se ter boa ATM é condição precípua ter boa oclusão.
Outras peculiaridades da ATM, que a distinguem das demais articulações do corpo, são: “o revestimento de fibrocartilagem e não de cartilagem hialina; a cabeça da mandíbula cresce na superfície, sem cartilagem epifisial; as faces articulares são bastante discordantes; um disco articular se coloca entre as faces articulares; tem movimentos de rotação e de translação associados; impulsos proprioceptivos são gerados também no nível dos dentes e estruturas bucais” (CRUZ RIZZOLO & MADEIRA, 2015).

Os ossos maxilares e a ATM são adaptados para a mastigação molar. A área óssea dessa região dos dentes molares é mais apropriada para absorver e para escoar as forças mecânicas transmitidas dos dentes para ela. Grande parte dessa carga é transferida para a ATM, que a suporta bem. Porém, admitindo-se que a mandíbula trabalhe tal qual uma alavanca, na mastigação incisiva, em que a distância (braço de resistência) entre os dentes em ação (resistência) e a ATM (fulcro) é bem mais longa, a carga transferida para a ATM é quase duas vezes maior, o que acaba sobrecarregando-a e provocando alterações. É o que geralmente ocorre durante a vida dos indivíduos desdentados posteriores.
Nos casos de um dente entrar em contato com outro antes dos demais por que está “mais alto” (contato prematuro), a oclusão pode sobrecarregar os próprios dentes contactantes e aliviar a ATM. Assim, o côndilo passa a trabalhar numa posição anômala, o que é motivo de alteração da função muscular. Com esse funcionamento fora do normal, há um aumento do esforço dos músculos (potência) os quais, sobrecarregados, desencadeiam sintomas indesejáveis como a dor na cabeça, orelha e na própria articulação.

Palpando-se a dedo a ATM, à frente do trago da orelha, pode-se sentir a movimentação da cabeça da mandíbula durante a abertura e fechamento da boca. Os movimentos de protrusão, retrusão e lateralidade também podem ser percebidos pela mesma palpação ou então com o dedo dentro do meato acústico cartilagíneo.
Arcos dentais - Os dentes relacionam-se uns com os outros, por contiguidade, enfileirando-se em forma de arco. O arco superior, imóvel, espera a toque do arco inferior, que é móvel, para haver a chamada oclusão dental e daí a mastigação.
Na posição de oclusão, o arco dental superior, que é alguns milímetros mais largo e mais longo, envolve ou sobrepõe-se ao inferior, de modo que as bordas cortantes (incisais) dos seus incisivos e caninos ultrapassem e cubram as bordas incisais dos inferiores. Nos dentes posteriores, as cúspides dos superiores também ultrapassam as dos inferiores. A sobreposição é aumentada mais ainda porque os incisivos se apresentam inclinados para vestibular (labial), com inclinação aproximada de 20o nos superiores e de 12o nos inferiores. Essa sobreposição ou trespasse horizontal é chamada na clínica odontológica como sobressaliência. No sentido vertical, o trespasse é conhecido como sobremordida. O trespasse vertical de mais de três milímetros resulta na indesejável mordida profunda. Há casos anômalos de incisivos superiores que não se sobrepõem aos inferiores; ao contrário, distanciam-se deles ocasionando um espaço que caracteriza a mordida aberta anterior. Outra aberração da oclusão é a mordida cruzada anterior, em que o trespasse horizontal e o vertical são invertidos, isto é, o arco dental inferior (todos os dentes superiores ou alguns deles) trespassa ou sobrepõe-se ao arco superior
Os contatos entre os dentes vizinhos de cada arco são muito importantes para a manutenção do equilíbrio, e na ausência desse contato, por fratura, cárie, agenesia ou extração, os dentes podem mudar de posição. Com dentes em má posição, principalmente aqueles que se inclinam em direção a falhas de dentes vizinhos, a desorganização aumenta pela força das oclusões sucessivas.

Mas, mesmo em condições normais, existem forças aplicadas sobre os dentes que podem alterar esse equilíbrio. É o caso daquelas exercidas pelos músculos da mastigação, as quais determinam o contato de maior ou menor intensidade entre os dentes antagonistas e que podem provocar, no sentido vertical, a intrusão do dente no alvéolo, isto é, o aprofundamento deste no interior da substância óssea esponjosa.

Outras forças ocorrem no sentido horizontal (direção vestibulolingual). As musculaturas dos lábios e das bochechas exercem pressão na face vestibular dos dentes anteriores e posteriores, que deve ser equilibrada pela pressão exercida pela língua na face lingual de todos os dentes. Se uma dessas forças é insuficiente para a manutenção do equilíbrio, haverá desvios dentais com prejuízo funcional e estético.

Oclusão dental – A oclusão acontece quando, ao se fazer a elevação da mandíbula através dos músculos elevadores, dá-se o contato entre os dentes antagonistas. Trata-se de um engrenamento dental em que cada dente de um arco deve ocluir com dois dentes do arco oposto; fazem exceção os incisivos centrais inferiores e os terceiros molares superiores, que ocluem unicamente com os seus homólogos antagonistas.

Em uma boa oclusão, as seguintes posições devem ocorrer: nos dentes anteriores, o terço incisal (livre) da face vestibular (labial) dos inferiores deve ocluir com o terço incisal da face lingual dos superiores e nos dentes posteriores, as cúspides vestibulares (bucais ou jugais) dos superiores também ultrapassam as dos inferiores. Estas, por sua vez, se encaixam nas fossetas e nos sulcos das faces oclusais (mastigatórias) dos dentes superiores e as cúspides linguais dos superiores também se encaixam nas fossetas e nos sulcos das faces oclusais dos dentes inferiores. Esse encaixe recíproco entre dentes antagonistas leva à posição de máxima intercuspidação, dando estabilidade aos dentes no arco inferior contra o arco dental superior e direcionando as forças provenientes da mastigação ao longo eixo dos dentes (MADEIRA & CRUZ RIZZOLO, 2015).
A partir dessa relação estática entre os maxilares, que é a posição de máxima intercuspidação, inicia-se a oclusão dinâmica com seus repetidos movimentos de lateralidade, que caracterizam a mastigação molar.

Movimentos da mandíbula
A partir da posição de repouso, os músculos elevadores da mandíbula podem se contrair, a ponto de elevá-la até que haja o contato máximo dos dentes inferiores com os superiores. Ela fica assim na já referida posição de máxima intercuspidação, também conhecida como posição de oclusão central, com o maior número possível de contatos entre os dentes antagonistas. A manutenção desta posição requer dispêndio de esforço, pois os músculos masseter, pterigóideo me¬dial e temporal, elevadores da mandíbula, devem permanecer contraídos (a descrição anatômica resumida dos músculos da mastigação e outros como os da língua, do palato e peribucais e demais músculos que movem a boca ou suas partes encontra-se em sequência próxima).
A boca em posição de oclusão é totalmente aberta com a participação do músculo pterigóideo lateral em trabalho comum com o músculo digástrico, este e também o gênio-hióideo e o milo-hióideo, que lhe são sinérgicos. O pterigóideo lateral é um músculo protrusor da mandíbula e o digástrico é retrusor. Apesar de serem antagônicos, estes músculos se ajudam e se completam em um trabalho simultâneo de rotação da mandíbula. Se eles se inserissem em um mesmo nível, um atrairia a mandíbula para frente e o outro para trás e com esse antagonismo anulariam qualquer possibilidade de movimento; ao contrário, haveria equilíbrio estático. Mas, como o pterigóideo lateral insere-se no alto da mandíbula e o digástrico bem abaixo, portanto em níveis bem diferentes, eles deixam de ser antagonistas para serem cooperadores no abaixamento da mandíbula (dupla força ou força conjugada).
Durante a abertura da boca, primeiro é realizado um movimento de rotação pura na ATM: a cabeça da mandíbula, na posição mais retrusiva e sem se deslocar para frente, gira em torno de um eixo horizontal transversal até o ponto em que se pode colocar um dedo entre os incisivos.
O segundo movimento, para continuar a abertura, é duplo: enquanto a rotação continua a ser realizada, a ela é associado um novo movimento, o de translação, em que a cabeça da mandíbula desliza para frente até ficar sob a eminência articular do osso temporal e isto pode ser notado pela palpação. Os dois movimentos em sequência provocam o abaixamento máximo da mandíbula, que desta vez permitirá a colocação de três dedos entre os dentes.
No movimento de retrusão puro, enquanto se mantém os dentes em leve contato, as cabeças da mandíbula protraída são trazidas de volta para a fossa mandibular por uma dupla de músculos retrusores da mandíbula que age sinergicamente -- o digástrico e o temporal. Este se prende no alto do ramo da mandíbula e o digástrico na base do corpo, em nível bem mais baixo, portanto. Trabalhando em sinergia, um no alto e o outro em baixo, os músculos atraem toda a mandíbula para trás, numa translação condilar bilateral de forma equilibrada.
Na protrusão simétrica da mandíbula a partir da oclusão central ocorre o inverso: a ação passa a ser de ambos os pterigóideos laterais, músculos protrusores da mandíbula, que a transladam para frente. Quando se trata de protrusão assimétrica, ou movimento de lateralidade, apenas um dos pterigóideos laterais traciona a cabeça da mandíbula para frente. A oposta permanece em posição na fossa mandibular. Se o músculo em contração for o esquerdo, o movimento será o de translação unilateral direita ou lateralidade direita e vice-versa.

Mastigação
As considerações feitas sobre arcos dentais, oclusão e movimentos da mandíbula facilitarão o entendimento do mecanismo da mastigação.
A partir da relação estática entre os maxilares, como na posição de máxima intercuspidação, os movimentos todos são realizados de maneira sincronizada e semiconsciente durante a mastigação. O padrão típico tem início com a incisão do alimento pelos dentes anteriores, se for necessário, e depois é levado pela língua aos dentes posteriores para ser triturado, ao mesmo tempo em que é insalivado.
A trituração dos alimentos começa com a realização dos chamados “movimentos excêntricos”, para a direita ou para a esquerda. As cúspides antagônicas em ação entram em atrito entre si. Com o passar do tempo, esse atrito contínuo acaba produzindo facetas de desgaste (desgaste fisiológico das cúspides), ou seja, áreas lisas devido ao desaparecimento gradual das elevações e dos sulcos. Naturalmente, os movimentos protrusivos, em que os incisivos inferiores deslizam contra a face lingual dos incisivos superiores, para cortar o alimento, também determinam desgastes (MADEIRA & CRUZ RIZZOLO, 2015).
Na trituração, os ciclos mastigatórios se repetem até que o bolo alimentar possa ser deglutido. Se decompostos, esses ciclos consistiriam daqueles movimentos já citados de fechamento, lateralidade, abertura, combinados no final do ciclo com fortes movimentos de retrusão e protrusão. Mas, na realidade, há grande número de combinações de movimentos de tal modo que as repetições dos ciclos mastigatórios são feitas de maneiras muito complexas. Os músculos não agem isoladamente, mas em associação.
Cada ciclo mastigatório dura menos de um segundo e é realizado unilateralmente. Durante a mastigação, os lados são trocados. Poucas são as vezes em que a mastigação é feita somente do lado esquerdo ou então do direito.

A pressão do alimento pela língua contra o palato duro ocorre como sendo mais uma modalidade de mastigação, ou complementação da mastigação, mas que toma pequena parte no processo.
Quase todos os músculos envolvidos na mastigação são inervados por ramos do nervo trigêmeo. As exceções ficam por conta do nervo facial (músculos da expressão facial e estilo-hióideo e ventre posterior do digástrico), nervo hipoglosso (músculos da língua e gênio-hióideo) e nervo vago, via plexo faríngeo (levantador do véu palatino, palatoglosso, palatofaríngeo e da úvula). São, pois, quatro nervos que determinam ações variadas, umas diferentes das outras, mas em perfeita coordenação ou sincronia. Trabalhando assim, sob um largo espectro de informações nervosas simultâneas e sincrônicas, são evitados movimentos extemporâneos ou fora de sequência que venham a ferir a bochecha ou morder a língua.
Citados como foram, nos movimentos gerais da mandíbula e no ato da mastigação, os músculos mandibulares serão também citados na fala, na sucção, na deglutição, por serem indispensáveis nessas ações. Até agora foram mencionados apenas os músculos que dão dinâmica à articulação da mandíbula. Somente com eles não seria possível realizar uma boa e completa mastigação. A movimentação do alimento dentro da boca depende da contração dos músculos da língua, do palato, das bochechas, dos lábios e do soalho da boca.

Deglutição
Durante a mastigação, as secreções das glândulas salivares umedecem, dissolvem, digerem parcialmente, principalmente com a enzima amilase salivar (ptialina) que começa a digestão dos carboidratos (com enzimas que iniciam a quebra química de alimentos contendo amido em pequenos fragmentos de dextrina e maltose) e unem as partículas do alimento formando uma massa única. A enzima lisozima destrói bactérias e o muco na saliva lubrifica o alimento para facilitar a deglutição. A quantidade de secreção varia de acordo com o tipo de alimento; será maior se o alimento for seco. Pode-se estimar a produção em cerca de um litro ou pouco mais por dia (MARIEB & HOEHN, 2009).
A saliva contém substâncias que inibem a atividade bacteriana e que reduzem o tempo de coagulação sanguínea. Seu pH é ligeiramente ácido; quando a acidez diminui muito pode haver depósito de carbonato de cálcio e fosfato de cálcio sobre os dentes, formando cálculos também conhecidos por tártaro (SCOTT & SYMONS, 1964).
Completada a mastigação, as partículas do alimento, misturadas à saliva, são juntadas sobre o dorso da língua como um corpo único, o bolo alimentar. Neste ponto ele está pronto para ser deglutido a um só tempo. Isto se dá quando a língua o pressiona contra o palato e força seu deslocamento para trás.
Para chegar ao esôfago, o bolo tem de atravessar o istmo das fauces (da garganta), ganhar a faringe e atravessar o local da passagem de ar do nariz à laringe, que é temporariamente fechada no momento em que o bolo alimentar se desloca rapidamente (menos de um segundo) em direção ao esôfago. Portanto, durante a deglutição, os movimentos respiratórios são suspensos.
O fechamento da laringe dá-se pela elevação da laringe ao mesmo tempo em que a cartilagem epiglote é movimentada para trás pela ação da língua e dos músculos aritenóideo oblíquo, ariepiglótico e tireoepiglótico para selar o ádito da laringe. Previne assim a entrada de sólidos e líquidos nas vias respiratórias. O bolo desliza sobre a face posterior da epiglote e o líquido de cada lado da epiglote em direção ao recesso piriforme entre a faringe e o lado da laringe.
Uma série de músculos entra em ação durante a deglutição. Os músculos intrínsecos da língua equilibram o bolo alimentar no dorso da língua. Os músculos elevadores da mandíbula se contraem para colocar os dentes em oclusão. Estes são músculos fixadores que manterão a mandíbula imóvel enquanto outros músculos trabalham para impelir o bolo alimentar para trás. Fixadores por que formam uma base fixa, a partir da qual os demais músculos agem (tente engolir com a boca aberta para ver como é descômodo e difícil). Ainda neste momento preparatório que antecede a deglutição, os lábios se fecham, a poder do músculo orbicular da boca, e o ápice da língua fica em contato com o palato duro, logo atrás dos incisivos.
Ocorre então que a língua precisa ser erguida fortemente contra o palato duro e mole. Os músculos linguais que participam dessa elevação são o estiloglosso, o palatoglosso e os intrínsecos. Mas, também concorre para isso o músculo milo-hióideo, que eleva todo o soalho da boca e com ele a língua, ajudado pelo digástrico e pelo estilo-hióideo. Nesta posição, a língua impulsiona o bolo alimentar, com pressão de frente para trás iniciada no ápice e progredindo pelo corpo, até o bolo se deslocar para a faringe. Toda essa movimentação é feita de maneira voluntária.
Os músculos palatinos também agem para selar a parte nasal da faringe. Isto é feito pelo elevador e pelo tensor do véu palatino que, ao levantar e distender o palato mole, formam um diafragma bem fechado entre as partes nasal e oral da faringe, ajudados pela contração das fibras mais superiores do constritor superior da faringe. Desta maneira, o bolo alimentar fica impedido de adentrar a parte nasal da faringe (MOORE, 1994; JOHNSON & MOORE, 1999).
“Se uma pessoa ri durante este estágio, os músculos do palato mole relaxam e podem permitir a entrada de algum alimento na porção nasal da faringe. Nesses casos, o alimento é expelido através do nariz, especialmente se for líquido” (MOORE, 1994).
A faringe é levantada, junto com a laringe, pelos músculos estilofaríngeo e palatofaríngeo de encontro à epiglote que, como já foi visto, movimentam-se para fechar a passagem de ar à laringe e evitar a invasão de fragmentos de comida.
Assim que o bolo alimentar chega à parte oral da faringe pressiona certas áreas mucosas, cuja inervação é estimulada para deflagrar reflexos. Iniciado o reflexo, os músculos constritores da faringe contraem-se uniforme e sucessivamente, de cima para baixo, impelindo o bolo ao esôfago.

Sucção
Ao sugar, o lactente usa músculos da mastigação para movimentar a mandíbula, os peribucais (da expressão facial), principalmente o orbicular da boca, o bucinador e o mentoniano, e também aqueles utilizados na deglutição. Associados a movimentos da língua, esses músculos em ação promovem uma pressão negativa na cavidade da boca, o que facilita a transferência do leite do mamilo ou da chupeta da mamadeira para a boca, a qual percorre rapidamente para ser deglutido por meio do mecanismo já conhecido.
As gengivas do maxilar e da mandíbula pressionam o mamilo ao mesmo tempo em que a língua toma uma forma acanalada (um sulco ao longo dela) e fica sob ele, distendendo-o e apertando-o contra o palato, cujos músculos também se contraem e vedam o istmo das fauces. Estas ações musculares todas criam o vácuo próprio da sucção. O leite escorre e a boca cheia é logo esvaziada com a deglutição. Enquanto isto o mamilo é liberado, retoma sua forma normal, até o início de novo ciclo.
A sucção poderia introverter a bochecha, trazendo-a para entre as gengivas. Isto não acontece porque o músculo bucinador se contrai e impede a introversão, assistido pela bem desenvolvida massa (nas criancinhas) do corpo adiposo da bochecha.
Na sucção do leite materno, a respiração é dificultada e completamente suspensa durante a deglutição. Na sucção de líquido por meio de um canudinho, pode-se respirar pelo nariz porque a passagem da boca para a faringe fica fechada (BOILEAU GRANT & BASMAJIAN, 1965).
A regurgitação e a eructação, que frequentemente acompanham o ato de amamentar, são devidas a ingestão de ar quando a sucção é muito rápida o quando o contato (selamento) entre os lábios e a mama é quebrado.
“A fenda palatina dificulta a sucção porque o ar recolhido através da fenda impede a formação de vácuo dentro da boca” (BOILEAU GRANT & BASMAJIAN, 1965).

Fala
Os sons são produzidos pela laringe (fonação) durante a expiração, mas modificam-se quando o ar passa pela boca e/ou pelo nariz. Durante a fala normal, o ar escapa livremente pela cavidade da boca na produção das vogais. Mesmo assim, o grau de abertura da boca determina maior ou menor ressonância da voz, com variação do timbre. Este pode ser mais aberto ou mais fechado nas vogais, definindo a entonação própria de cada uma delas.
Mas, boca aberta totalmente inclui a elevação do palato mole; se estiver abaixado, parte do ar é desviada pela cavidade nasal provocando, como efeito acústico, o tom anasalado da voz.
Ligeira e rápida obstrução do ar pelo palato mole ocorre na emissão de consoantes. Contudo, maior obstrução é dada pela língua, dentes e lábios, verdadeiros responsáveis pela produção das letras consoantes, com exceção do fonema H. O impedimento temporário é breve, mas suficiente para a formulação das consoantes chamadas labiais ou bilabiais (M, P, B), labiodentais (F, V), linguodentais (D, T), linguopalatinas (Z, Q, G).
Dessa forma, o som é emitido quando o ar expelido passa pela laringe em fluxos oscilantes (e não uniforme como na respiração normal) determinados pela adução/abdução das pregas vocais em frequências variáveis e em maior ou menor volume, pressão e rapidez, que regulam a sonoridade. Depois, o som é articulado por barreiras naturais que se abrem ou se fecham acionadas pelos músculos do palato, da língua, da boca e, obviamente, os músculos da mastigação. A estes músculos devem ser adicionados os do tórax e da laringe, onde a fonação se inicia.

Canal alimentar (esôfago, estômago e intestinos)
A anatomia descritiva dessas porções do sistema digestório já foi abordada e constituirá a base para o estudo da anatomia funcional. Já sabemos que a túnica muscular do canal alimentar realiza sucessivas contrações (peristalse) para impulsionar o conteúdo desde o esôfago até a extremidade que se comunica com o exterior para a eliminação do material não digerido (resíduos). Interessa agora conhecer, com mais profundidade, os processos da digestão. Em síntese, o produto da digestão atravessa a mucosa do estômago e do intestino e é absorvida pelos capilares sanguíneos e linfáticos aí existentes para ser drenado por muitas veias que convergem para formar a veia porta, que finalmente se dirige ao fígado. Dentro do órgão, ela se ramifica a ponto de formar sinusoides, uma espécie de capilar mais calibroso, forrado por células fagocitárias e outras mais sustentadas por tecido reticular. O interessante é que os sinusoides confluem para formar veias hepáticas que lançam seu sangue na veia cava inferior. É comum uma artéria se capilarizar, capilares estes que se reúnem para formar vênulas e veias. Mas agora estamos falando de uma rede capilar formada por uma veia (porta) que depois se resolve em outra veia. A esse fenômeno dá-se o nome de rede admirável ou sistema porta.

Estômago
A digestão não se processa no esôfago, mas começa no estômago. A absorção no estômago é de pequena monta (o álcool e alguns medicamentos são elementos que atravessam a mucosa gástrica e passam para o sangue), mas a digestão enzimática é um pouco mais acentuada. A presença do alimento e a distensão são fatores que estimulam a liberação do hormônio gastrina, que estimula a secreção gástrica (três litros por dia), a qual contém as enzimas: ácido clorídrico (bacteriostático e ativador de enzimas), mucina, pepsina (converte as proteínas em polipeptídeos), etc. O nervo vago também estimula o estômago, advindo daí um aumento das atividades secretoras. Esta secreção ou suco gástrico transforma o bolo alimentar que passa a ser impregnado de líquido e assim convertido em uma massa quase fluida chamada quimo. No estômago tem início a digestão das proteínas pela pepsina, que é a conversão do pepsinogênio pelo suco gástrico.
O epitélio da mucosa estomacal produz muco (a mucina), que protege contra as próprias enzimas evitando a autodigestão. Outro benefício para a preservação saudável da mucosa estomacal é a sua rápida renovação por alta atividade mitótica de suas células epiteliais. Logo que o quimo é formado, movimentos peristálticos que progridem em direção ao piloro esvaziam o estômago, movendo o quimo para o duodeno, regulado pelo músculo esfíncter do piloro com sua alternância de contração e relaxamento. As contrações no piloro são muito mais intensas do que no corpo e no fundo do estômago. Este se esvazia em quatro horas e quanto mais líquido contiver, mais rápido é o esvaziamento. Mas, se a refeição for muito gordurosa a demora é grande porque o quimo gorduroso que entra no duodeno demora a ser digerido pelas enzimas no intestino, o que impede que mais quimo penetre no duodeno. Aproximadamente três ondas de contração peristáltica incidem a cada minuto e duram cerca de 20 segundos.
A sensação da fome é provocada no estômago, com cerca de três contrações de fome por minuto. O aroma, gosto, visão ou a imaginação de um alimento podem desencadear impulsos olfatórios e gustatórios que chegam ao hipotálamo e daí ao nervo vago, o qual envia impulsos motores que estimulam as glândulas gástricas e aumentam a atividade secretora para preparar o estômago para receber o alimento no desejo de comer. É um reflexo condicionado. Uma vez no estômago, o alimento provoca sua distensão, o que ativa receptores de estiramento que, após um circuito neural não especificado aqui, libera bastante suco gástrico. Essa secreção não é somente uma consequência nervosa. O hormônio gastrina também tem papel importante nessa fase gástrica da secreção. A gastrina é liberada pelo aumento do pH que acontece quando entram no estômago alimentos protéicos – quanto maior a quantidade de proteínas na refeição, maior a liberação de gastrina. Assim que as proteínas vão sendo digeridas, o pH vai se tornando ácido, o que inibe a produção de gastrina e, consequentemente, da secreção gástrica.
O medo, a ansiedade e outros transtornos emocionais provocam maior ação da parte simpática sobre a parassimpática, o que inibe a secreção de gastrina, diminuindo a fome. A secreção gástrica diminui com a distensão do duodeno pelo quimo e isto é bom porque protege o intestino delgado de uma acidez excessiva.

Intestino delgado
Do ponto de vista mecânico, os movimentos de segmentação fazem com que o quimo seja agitado ou revolvido no duodeno para ser transformado em pedaços menores, agitação esta que se continua no jejunoileo. Os movimentos peristálticos acontecem, mas não são vigorosos. Isto motiva o deslocamento lento do quimo dentro do intestino, o que permite tempo suficiente para digestão e absorção. Ao chegar ao íleo, resta do material quase todo digerido apenas sua parte líquida, a qual se esvazia no ceco. Um dos estímulos para esse esvaziamento é o reflexo gastroileal, que coincide com a entrada do alimento no estômago e aumento de sua atividade com o aumento da força de segmentação no íleo. Esse reflexo garante que o conteúdo do intestino delgado seja todo varrido para o intestino grosso, enquanto a próxima refeição estiver acontecendo. O reflexo gastrocólico leva à evacuação logo após a alimentação.
É no intestino delgado que se verifica a maior parte da digestão química. Começa no duodeno; assim que o quimo entra nele, reflexos químicos e nervosos são deflagrados para acarretar a liberação de bile e suco pancreático que, juntamente com o suco entérico (suco intestinal), começa uma ação sobre o quimo. As glândulas duodenais secretam um muco alcalino que contribui para neutralizar o quimo ácido que vem do estômago.
Na digestão, moléculas de alimento são degradadas até chegarem aos seus componentes químicos básicos, os monômeros, que são absorvidos. Os monômeros dos carboidratos são os monossacarídeos (açúcares simples como a glicose, a frutose e a galactose) são logo absorvidos sem dificuldades. O mesmo acontece com os dissacarídeos (sacarose, lactose e maltose) e os polissacarídeos (glicogênio e amido). O polissacarídeo celulose não é digerido no homem, mas por suas fibras, tornam o trânsito intestinal mais eficiente.

O suco pancreático contém as enzimas como a amilase pancreática para a digestão de carboidratos e o suco intestinal também contém maltase, isomaltase, sacarase e lactase para a digestão completa de carboidratos, aminopeptidase para a digestão de proteínas, enteroquinase para ativar a tripsina. As bactérias do colo degradam e metabolizam os carboidratos complexos que restaram.

As proteínas são parcialmente digeridas pela pepsina do estômago. O suco pancreático também contém as enzimas como a tripsina, a quimiotripsina e a carboxipeptidase para a digestão de proteínas até seus monômeros, que são os aminoácidos.
A bile emulsifica lipídios ou gorduras (emulsão aquosa com gotículas de gordura), pela ação detergente dos sais biliares, e facilita sua digestão pela lipase pancreática. As glândulas intestinais produzem o suco intestinal que contém lipase intestinal para auxiliar a digestão de lipídios. Assim, a digestão de gordura, que ainda não havia começado, agora é feita.

As vitaminas lipossolúveis (A, D, E e K) se dissolvem nas gorduras; a ingestão de comprimidos dessas vitaminas têm sua absorção facilitada pela ingestão simultânea de alimentos gordurosos.
Os ácidos nucléicos – DNA e RNA – dos núcleos das células dos alimentos são hidrolisados até seus monômeros, os nucleotídeos, pelas nucleases pancreáticas. São hidrolisados porque a quebra enzimática dessas moléculas tem o nome de hidrólise, porque a cada ligação molecular que é rompida há a adição de água.

No intestino delgado ocorre a absorção de quase todos os nutrientes, além de grande parte da água. Ele recebe por dia cerca de 10 litros de alimentos, bebidas e secreções do canal alimentar. As vilosidades intestinais aumentam a superfície de secreção e de absorção de elementos nutritivos e a maior parte da água. O pouco que sobra (um pouco de água, fibras vegetais e outros alimentos não digeridos e bactérias) passa para o intestino grosso.

Intestino grosso
As funções de formação e transporte das fezes até sua evacuação necessitam de muita mobilidade do intestino grosso, contrações musculares específicas, absorção de água e eletrólitos e secreção de muco para proteger a mucosa de alguma lesão ou irritação. O conteúdo do íleo, ao passar para o ceco, alcança o colo ascendente e o colo transverso, enchendo-os lentamente durante horas. O esfíncter ileocecal impede o movimento retrógrado do conteúdo do ceco para o íleo. Os movimentos musculares iniciais nos colos são as contrações das saculações ou movimentos segmentares, que misturam os resíduos e os encaminham de uma saculação à outra.
Contrações musculares mais fortes começam no colo transverso com movimentos longos, conhecidos como “movimentos de massa”, que se continuam no colo descendente para despejar o conteúdo no sigmoide com ocorrência de duas a quatro vezes por dia, geralmente após as refeições. No colo sigmoide as fezes ficam apresadas até o início da defecação. O reto é o canal excretor. A pressão do material fecal no reto estimula receptores nervosos em suas paredes iniciando o reflexo da defecação, que promove contrações peristálticas do colo descendente, sigmoide e reto e relaxamento do esfíncter anal interno. O externo não relaxa porque é formado por músculo esquelético que é controlado voluntariamente pelo indivíduo; só é relaxado para defecar ou contraído para retardar a defecação. Os bebês não têm controle sobre o seu esfíncter externo, motivo pelo qual defecam involuntariamente; o mesmo acontece com pessoas com transecções de medula.
O trajeto completo do alimento no canal alimentar leva de um a dois dias. A lentidão no trajeto do conteúdo fecal permite maior absorção da água, de tal maneira que os resíduos fiquem endurecidos. Na diarreia ocorre o contrário porque o trajeto é muito rápido.
As fezes têm 60 a 80% de água; cerca de 500 ml a quase um litro são absorvidos por dia nos dois segmentos iniciais do intestino grosso. Em consequência da absorção da água, as fezes ganham consistência, tornando-se pastosas.
No intestino grosso há a digestão de alguns resíduos remanescentes do alimento por bactérias. As bactérias do intestino delgado entram no ceco quase todas mortas pelo ácido clorídrico e algumas enzimas digestoras, mas algumas sobrevivem. Estas mais as que invadem o canal alimentar pelo canal anal constituem a flora bacteriana.
As bactérias fermentam carboidratos não digeridos, como a celulose, formando gases e sintetiza vitamina K e vitaminas do complexo B.

Fígado
Além da secreção da bile, o fígado armazena como reserva ao organismo, glicogênio, ferro e vitaminas (A, D, E, B). Contribui para a coagulação do sangue com a produção da proteína protrombina e produz também albumina. Desempenha papel na síntese de proteínas e na desintoxicação do organismo, com a destruição de substâncias tóxicas; excreta pigmentos biliares, ureia, etc. Tem função hematopoiética na fase fetal.
A vesícula biliar é um reservatório para bile, concentra-a, e quando o alimento chega ao duodeno, para lá escoa sua bile. É estimulada pela colecistocinina, levada até ela pelo sangue.
Os sais biliares, derivados do colesterol, emulsificam as gorduras e para isso as distribui nos conteúdos aquosos intestinais depois de separá-las em gotículas muito pequenas e mais acessíveis. Os sais biliares causam a dissolução de colesterol na bile e o excretam do corpo. O colesterol pode ser cristalizado em cálculos biliares, quando a proporção colesterol (muito) e sais biliares (poucos) é alterada. Depois de desempenharem seu papel no intestino delgado chegam ao íleo e passam para o sangue e são devolvidos ao fígado via veia porta, para serem reaproveitados.
Os pigmentos biliares, principalmente a bilirrubina, são derivados de desintegração de hemácias. O ferro na hemoglobina da hemácia é conservado e reciclado, mas a bilirrubina é absorvida pelas células do fígado, excretada na bile e metabolizada no intestino delgado por bactérias. Um dos produtos dessa degradação dá cor marrom às fezes.
A vesícula biliar concentra a bile armazenada, absorvendo parte de sua água e de seus íons. Ela não é necessária quando não está ocorrendo a digestão, motivo pelo qual se liberada encontra a papila maior do duodeno fechada e volta pelo ducto cístico para a própria vesícula onde fica à espera de nova digestão duodenal.

Pâncreas
O pâncreas secreta enzimas digestivas (pâncreas exócrino) e também funciona como uma glândula endócrina, cuja secreção não é transportada por ductos, mas pela corrente circulatória. Sua função exócrina é produzir grande quantidade de enzimas que atuam na digestão, como as amilases, lipases e proteases, que degradam proteínas, gorduras e carboidratos. Produz até um litro e meio por dia de suco pancreático, que além das enzimas contém também eletrólitos (íons bicarbonato entre outros) em uma grande quantidade de água. Os íons bicarbonato o tornam alcalino (pH 8), que faz neutralizar a acidez do quimo no duodeno.
Tal como a colecistocinina que estimula a vesícula biliar, o pâncreas também é controlado por mecanismos humorais. Quando o quimo alcança o duodeno, a sua mucosa produz a secretina que atinge o pâncreas por meio da corrente circulatória e ativa as células pancreáticas. O mecanismo nervoso (sistema parassimpático) também controla a secreção do pâncreas.
Fazendo o papel de glândula endócrina, o pâncreas segrega hormônios envolvidos no metabolismo dos carboidratos: o glucagon e a insulina.

Referências bibliográficas
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