Estudo dirigido sobre - BOCA E FORMAÇÕES ANATÔMICAS LIMITANTES E ANEXAS

(tenha à mão o livro Anatomia Facial com Fundamentos de Anatomia Geral, 3 ª edição)

Começamos o estudo da boca já sabendo muito sobre ela. A todo momento a vemos por fora e por dentro, nas pessoas, e em nós mesmos, ao espelho. A Anatomia amplia o conhecimento da boca, língua e glândulas salivares com leituras, verificação de figuras e peças dissecadas e exame bucal de pessoas vivas. Este estudo dirigido deve ser feito após essas atividades de aprendizagem, seja na escola, seja em casa. Aqui você terá nova abordagem do assunto, com chances de recordação e avaliação formativa por meio de vários testes inseridos no texto. Continuamos, assim, a enfocar o conteúdo mínimo indispensável em Anatomia odontológica. Se você não conhecer bem a boca e outros temas essenciais já vistos, e outros que verá, não dá para progredir no curso.

Ao observar a sua própria em um espelho ou a boca de um outro indivíduo sentado em uma cadeira odontológica , ou ainda as figuras 6- 7 a 6-12, à pág.165 do livro, você inicia sua inspeção dando atenção ao aspecto dos lábios e nota que eles possuem sulcos, de diferentes profundidades, largura e comprimento.

Ordene a lista abaixo subindo ou descendo seus itens, de acordo com a sequência das seguintes definições:

1- do ângulo da boca à base da mandíbula
2- entre o lábio superior e a bochecha
3- situado abaixo do septo nasal
4- limite inferior do lábio inferior

Estude, leia atentamente e digite no espaço em branco a palavra correspondente. Depois passe o cursor sobre o sinal de interrogação (?) para conferir sua resposta.

Examinando ainda o lado de fora, com a boca fechada, você vê:

A linha de união dos lábios, que se chama ?rima da boca
A extremidade dessa linha, cujo nome é ?ângulo da boca
A mesma extremidade que adotou uma forma de prega quando a boca foi aberta e que passou a se chamar ?comissura dos lábios

Já que a boca está aberta, examine-a por dentro. Comece pelo vestíbulo, o espaço em forma de sulco entre lábios e bochechas, por fora, e processos alveolares e dentes, por dentro.

Sobre o vestíbulo, responda as questões a seguir, usando aquele código que você conhece, mas que vamos repetir:

Instruções:

Digite no espaço em branco com letras de A a E, de acordo com o seguinte código:

A – Asserção correta, razão correta, justificando a asserção
B – Asserção correta, razão correta, porém não justificando a asserção
C – Asserção correta, razão incorreta
D – Asserção incorreta, razão correta
E - Asserção e razão incorretas.

Confira sua resposta passando o cursor sobre o sinal de interrogação (?)


?A O vestíbulo comunica-se com a cavidade própria da boca porque há um espaço entre os últimos dentes molares e o ramo da mandíbula, que permite essa comunicação.
?E O fundo do vestíbulo, onde a mucosa dos lábios e das bochechas se reflete sobre os processos alveolares, denomina-se fundo de saco porque a denominação fórnice do vestíbulo é inadequada e caiu em desuso.
?B A mucosa alveolar é mais vermelha e mais solta que a gengiva porque a gengiva é ponteada, com aspecto semelhante ao da casca da laranja.
?D A gengiva inserida se fixa no colo dos dentes porque a gengiva livre apresenta um espaço entre ela e os dentes, chamado sulco gengival.
?C A glândula parótida excreta saliva no vestíbulo da boca porque o óstio do ducto parotídeo abre-se ao lado do segundo premolar superior.
?E A linha mucogengival é aparente apenas na parte superior ou maxilar do vestíbulo porque na parte inferior ou mandibular, gengiva e mucosa alveolar são da mesma cor e consistência.
?E Uma prega mucosa, mediana, chamada freio labial, liga somente o lábio superior à gengiva, porque não existe um freio labial inferior mediano.

Caso não tenha conseguido responder bem, leia o livro da pág. 160 à pág. 168 e faça o teste novamente ou discuta com seu professor ou colega.

Chega de vestíbulo. Vamos mais para dentro da boca. O que se vê? Uma grande cavidade limitada pelos processos alveolares e dentes, pelo palato, soalho da boca e aberta atrás para colocá-la em comunicação com a faringe. Como se chama essa comunicação? ?istmo da garganta

E agora vamos ver se você lembra. Passe o cursor sobre o "sim" ou "não" e confira a resposta.

Com ela bem aberta, é possível visualizar a parede posterior da bucofaringe? ( Sim x NãoSim)
Através dela há comunicação com a cavidade nasal? ( Sim x NãoSim)
Refluxo de líquido na faringe pode alcançar a cavidade nasal? ( Sim x NãoSim)
A faringe tem movimentos peristálticos? ( Sim x NãoNão)
Os músculos da faringe são lisos? ( Sim x NãoNão)
São esqueléticos? ( Sim x NãoSim)
Na deglutição a língua vai para trás? ( Sim x NãoSim) Para a frente? ( Sim x NãoNão) Ela ajuda a epiglote a fechar a glote? ( Sim x NãoSim)

Os limites laterais do istmo da garganta, a passagem entre boca e faringe, são duas pregas musculomucosas, de forma arqueada, dispostas entre o palato, acima, e a língua e a faringe, abaixo. A designação do arco mais anterior é ?arco palatoglosso, sendo formado pelo músculo ?palatoglosso, e a do mais posterior é ?arco palatofaríngeo, formado pelo músculo ?palatofaríngeo. Entre eles há um corpo anatômico de tecido linfóide denominado: ?tonsila palatina

As figuras 6-10 e 6-14, bem como o texto às páginas 163 e 166, ajudam a entender o que foi perguntado.

O soalho da boca pode ser visto quando a língua é acionada para cima e para trás. Nesse caso, você vê sua forma peculiar de ferradura, espremida entre a língua e a mandíbula. O soalho constitui o limite inferior da cavidade própria da boca. A mucosa que o reveste é separada dos músculos milo-hióideos pelas glândulas sublingual e submandibular (desta, somente o prolongamento profundo e o ducto submandibular), por vasos sublinguais e pelos nervos lingual, sublingual e hipoglosso. Em razão disso, a mucosa cobre e protege elementos anatômicos que, em hipótese alguma, poderiam ficar a descoberto.

O limite superior é o palato. Duro e mole. O palato duro tem um esqueleto ósseo e é revestido por uma mucosa queratinizada, pregueada na frente e lisa atrás. Essa mucosa estende-se ao processo alveolar, constituindo a gengiva maxilar do lado lingual. Ela é bastante presa ao osso, com exceção em uma área que recobre o forame palatino maior e a emergência de seu conteúdo (nervo e vasos palatinos maiores).

O palato mole não tem esqueleto ósseo. É formado por músculos que se prendem na margem posterior do palato ósseo, por meio de uma aponeurose. Sua mucosa é delgada, fortemente avermelhada e está separada dos músculos por uma camada glandular (glândulas palatinas).

Em posição de repouso, o palato mole fica caído verticalmente como se fosse uma cortina (vellum = cortina, véu). Daí o nome alternativo, véu palatino. Sua borda livre apresenta extensões: uma mediana, a úvula, e o início de duas laterais, o arco palatoglosso e o arco palatofaríngeo.

Como você já conhece a terminologia das porções do soalho da boca e do palato, vamos apenas recordar os termos, estabelecendo uma relação de proximidade ou de funcionalidade entre eles, conforme propõe o teste a seguir.

Todos os espaços deverão ser preenchidos com os cinco números da coluna esquerda



1) prega sublingual
ducto submandibular ?2
2) carúncula sublingual
glândulas palatinas ?4
3) papila incisiva
freio lingual ?2
4) palato mole
pregas palatinas transversas ?5
5) palato duro
mucoperiósteo ?5
 
óstios dos ductos sublinguais ?1
 
glândula sublingual ?1
 
úvula ?4
 
forame incisivo ?3


A língua tem muita mobilidade e variação de forma, porque é constituída por muitos músculos. Eles formam uma massa espessa recoberta por uma mucosa especializada no dorso. Ao exame, vê-se que ela é diferente da mucosa não especializada da parte inferior da língua, que é delgada e transparente a ponto de deixar ver vasos subjacentes. Ao inspecionar esta parte, note a prega franjada. A mucosa do dorso é chamada de especializada porque possui papilas (que a tornam aveludada), muitas delas providas de calículos gustatórios, que captam a sensação do gosto. Entretanto, isso ocorre apenas nos dois terços anteriores do dorso da língua. No terço posterior, uma mucosa não especializada, arroxeada, reveste diretamente uma massa de tecido linfóide que fica, portanto, entre os músculos e a mucosa e que se denomina: ?tonsila lingual

É óbvio que no interior da língua corram vasos e nervos, mas não é tão óbvio que lá existam glândulas salivares. E existem. Um acúmulo de pequenas glândulas mucosas, próximo ao ápice, chamado: ?glândula lingual anterior, e outro na transição entre os dois terços anteriores e o posterior, cujo nome é: ?glândulas linguais. Como estamos nos referindo às glândulas salivares existentes na língua e como já mencionamos, mais atrás, as glândulas palatinas, ficam faltando apenas as glândulas ?labiais e as ?da bochecha, para completar o total de grupos de glândulas salivares menores anexas à boca. Elas providenciam uma saliva mucosa que invade a boca a partir de locais diferentes.

A maior quantidade de saliva, no entanto, é secretada pelas glândulas salivares maiores e que são, por ordem de tamanho: a parótida, que pesa uns 25g, é bem maior que as duas outras juntas, a submandibular, e a sublingual. Quanto à secreção, a parótida é serosa e as outras são mistas, sendo a submandibular predominantemente serosa e a sublingual predominantemente mucosa.

A parótida tem um pólo superior que envolve o ?meato acústico cartilagíneo e um pólo inferior que fica próximo ao ?ângulo da boca. O seu lobo ?lateral é grande e se relaciona com o músculo masseter. Dele sai o ducto ?parótídeo, que cruza o mesmo músculo, e na bochecha perfura o músculo ?bucinador, para desembocar no vestíbulo nas imediações do segundo molar superior. O lobo ?medial é menor mas, às vezes, surpreendentemente grande a ponto de se aproximar do forame da mandíbula. Interessante peculiaridade da parótida é a sua penetração pelo nervo ?facial, pela artéria ?carótida externa e pela veia ?retromandibular . A massa glandular contém, portanto, parte do trajeto desses três elementos.

A glândula da região submandibular é recoberta pelo músculo ?platisma. Tem um feitio mais oval que redondo, quando vista superficialmente, mas uma sua extensão insinua-se no interstício formado pelos músculos ?hioglosso e ?milo-hióideo para alcançar a região ?sublingual. Essa extensão é conhecida como prolongamento profundo. Junto com ele, parte o ducto ?submandibular, que cruza por cima o nervo ?lingual, tangencia a glândula sublingual e termina no soalho da boca por meio de um óstio localizado na ?carúncula sublingual.

A glândula sublingual, espremida entre a fóvea sublingual da mandíbula e os tecidos moles da região sublingual, fica com um aspecto achatado e ao mesmo tempo alongado anteroposteriormente. Ela lembra o conjunto das glândulas palatinas, que é uma massa glandular compacta. Lembra porque também é formada por várias pequenas glândulas, muitas delas com seus ductos próprios.

Língua e glândulas salivares são encontradas nas páginas 169 a 178. Com a re-leitura dessas páginas e com a complementação proporcionada por este estudo dirigido, Tendo estudado bem a língua e as glândulas da boca, você certamente fará o próximo teste com facilidade.

Instruções:

Digite no espaço em branco com letras de A a E, de acordo com o seguinte código:

A – Asserção correta, razão correta, justificando a asserção
B – Asserção correta, razão correta, porém não justificando a asserção
C – Asserção correta, razão incorreta
D – Asserção incorreta, razão correta
E - Asserção e razão incorretas.


?A As papilas fungiformes, circunvaladas e folhadas detectam a sensação do gosto porque elas possuem calículos gustatórios.
?B As papilas filiformes não possuem calículos gustatórios porque elas são as mais abundantes de todas.
?B A tonsila lingual situa-se no terço posterior da língua porque a prega franjada está situada na face inferior.
?A As glândulas linguais têm ligação com as papilas circunvaladas porque seus ductos abrem-se nos valos dessas papilas.
?E Os ductos das glândulas labiais atravessam a camada muscular do lábio para se abrirem na mucosa porque elas são de localização subcutânea.
?B O ducto parotídeo é espesso e robusto porque ele atravessa o músculo bucinador.
?C Cálculos salivares ocorrem mais vezes na glândula submandibular porque ela é totalmente mucosa.
?A A saliva da glândula parótida é fluida e não espessa porque ela é serosa.
?A Injeção anestésica no interior da parótida provoca paralisia facial porque o nervo facial passa por dentro dela.

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